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Mais Feliz

In Roncatianas on Novembro 5, 2009 at 4:21 am

Acho que cheguei naquele estágio de saber exatamente o que eu quero da vida. Confesso que não foi ’so easy’. Na verdade foi uma prova de fogo daquelas bem heavy. Mas o saldo geral foi bastante positivo.

Prego e faço apologia total do autoconhecimento. Realmente só ele faz a diferença. Comecei na escolha do curso superior. Fiz aquilo que eu sempre quis, mesmo a contragosto do mundo.  E daí? Fui atrás do que eu realmente queria e dane-se o resto. O que vale é você e Deus, sempre foi e sempre será assim.

Veio tornado, furação, a tsuname, e voilá, sobrevivi. Se encontrar é a melhor e maior missão da vida. Viver de vento não conta. Não quero mais olhar no espelho e não me identificar comigo. Confesso que preciso andar uns passinhos a mais, sempre precisa. Mas me sinto tão bem que tenho fé que vou chegar lá. Lindo e leve.

Super Trooper

In Roncatianas on Outubro 26, 2009 at 11:09 pm

Chove sem parar e no entanto meu carro só toca músicas do Abba. Abba é um daqueles grupos que você tem uma certa vergonha de se declarar. Mas na verdade não há ser que saia indiferente: o típico ame-ou-deixe!

São dias frios, chuvosos e paradoxalmente lá vou eu com o solar “Dancing Queen” no volume máximo. Cantando alto para qualquer motoqueiro ao lado possa ouvir e se contagiar. Isso porque o Flower Power nunca foi tão necessário.

Pelo menos para mim :D

Âmbar

In Roncatianas on Outubro 20, 2009 at 2:47 am

É lógico que eu queria estar dormindo esta hora. Amanhã tenho um dia cheio de muitas contas para pagar, exercícios para fazer, projetos para andar. Mas estou aqui em mais uma madrugada-âmbar. E escuto a Bethânia cantar o hino: tá tudo aceso, tudo tão claro, tudo ligado. Tentei ler, imprimi contos ótimos e têm também os livros recém comprados na mesa-de-cabeceira. Tentei uma oração pelos amigos, respiração transcedental, mas foi tudo inútil. O jeito foi abrir o blog.

Escrever é um saco! É tipo uma espécie de karma. A gente sempre escorrega no quiabo, fala – ou melhor, escreve mais do que deve; nunca acha solução de nada – ao contrário – se vê mais perdido do que nunca, e não ganha nenhum retorno por isso. Ou quando ganha não é lá essas coisas, como um Kaká da vida…

Fazer o quê? Nasci com essa deficiência e o único jeito de me ver curado dela é deixar tudo bem claro. O fato não é o ato em si, mas as circunstâncias da vida… vamos a ela. No final da tarde fui fazer minhas caminhadas pelo parque. Entre alongamentos, ipods e um prenúncio de temporal, passei por um batalhão de gente que ia-e-vinha atrás de um pouco de saúde. Diriji de volta para casa, fui a um rodízio de caldos, passei um pouco mal pela comilança e fiz algumas tarefas-de-casa para deixar o dia seguinte mais prumado.

Liguei o computador e li twitter uma notícia que me deixou triste. Não posso revelar a causa-efeito explicitamente, mas tem haver com a minha história e tem haver com pessoas próximas, familiares e amigos, quase todos. Me fez triste pois é uma espécie de câncer-social que atinge a todos e que para piorar a situação é algo que não deve ser falado, tocado, mas abinegado.

A notícia foi revelada por uma celebridade que depois de muitos anos de vida e de carreira resolveu se expôr. Mas e daí? O que adianta também a luz da verdade se algo não têm cura, não têm solução. Talvez cause mais sofrimento, talvez machuque mais. Talvez o melhor é deixar como está: oculto, calado, apagado. Será?