Não, eu não uso drogas, nem as lícitas direito… Apenas, digamos, aquelas de conveniência: cafés, chocolates, músicas bregonejas, pilulas e afins. Entretanto não julgo nada e ninguém. Esse mundo é um caos mesmo e quem somos nós pra proibir alguém de alguma coisa. Acho que a melhor religião é a consciência. O céu é o limite ou o início.
Não, não tô aqui pra fazer politicagem e nem campanha pra salvar a Amy, ou algo parecido. Só pra falar que hoje fui nas Americanas e assustei. Não sei o porque, já que isso ocorre todos os anos ultimamente. Mas, minha capacidade de assombramento ainda existe, que bom.
Fato é, que já estamos no clima de Natal precoce (de novo) e as pessoas estão lá (de novo) se endividando, comprando joguinhos nada educativos pra criançada, presépios e uma porrada de enfeites para as árvores, Tentando adaptar o pinheiro do rigoroso invierno na nossa cultura tupiniquim. Essa paranóia toda e ainda é Outubro!
Admito, sou bastante influenciado por festas ritualísticas, ou drogas, como queiram. Acho sim que elas dão um certo marco de fim ou de começo de qualquer coisa – que segundo alguns, parece que essas épocas estão indo e vindo cada vez mais rápidas, sabe-se lá.
Mesmo assim, espanto. Talvez por saber que a gente gosta de ser iludido… Não tem outra explicação: estender alguma data, para quem sabe, dar aquele saudosismo besta antecipado e que só nos leva a GASTAR e GASTAR e GASTAR. E de brinde ganhamos um Natal que já era sem sentido, agora perdido no tempo do consumo chamado: until I die.
Só que, nessas horas que me sinto um crítico feroz, confesso que bate também aquela vontade de ser ignorante e ingênuamente feliz, como a massa. Me libertar e fazer parte dessa civilização-boi de maneira mais integrada. Até esnobe, diria.
De gastar meu cartão de forma alienante, de ver a neve cair no Chile, de assistir Snoopy especial de Natal com a criançada, de ver renas de papais noéis sobrevoando a lua, de ser quem a gente nunca vai ser. Só pra fazer um movimento junto com o povão!
É, minhas drogas alternativas tão fazendo pouco efeito.