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Posts de 2009

Mais Feliz

In Roncatianas on Novembro 5, 2009 at 4:21 am

Acho que cheguei naquele estágio de saber exatamente o que eu quero da vida. Confesso que não foi ’so easy’. Na verdade foi uma prova de fogo daquelas bem heavy. Mas o saldo geral foi bastante positivo.

Prego e faço apologia total do autoconhecimento. Realmente só ele faz a diferença. Comecei na escolha do curso superior. Fiz aquilo que eu sempre quis, mesmo a contragosto do mundo.  E daí? Fui atrás do que eu realmente queria e dane-se o resto. O que vale é você e Deus, sempre foi e sempre será assim.

Veio tornado, furação, a tsuname, e voilá, sobrevivi. Se encontrar é a melhor e maior missão da vida. Viver de vento não conta. Não quero mais olhar no espelho e não me identificar comigo. Confesso que preciso andar uns passinhos a mais, sempre precisa. Mas me sinto tão bem que tenho fé que vou chegar lá. Lindo e leve.

Super Trooper

In Roncatianas on Outubro 26, 2009 at 11:09 pm

Chove sem parar e no entanto meu carro só toca músicas do Abba. Abba é um daqueles grupos que você tem uma certa vergonha de se declarar. Mas na verdade não há ser que saia indiferente: o típico ame-ou-deixe!

São dias frios, chuvosos e paradoxalmente lá vou eu com o solar “Dancing Queen” no volume máximo. Cantando alto para qualquer motoqueiro ao lado possa ouvir e se contagiar. Isso porque o Flower Power nunca foi tão necessário.

Pelo menos para mim :D

Âmbar

In Roncatianas on Outubro 20, 2009 at 2:47 am

É lógico que eu queria estar dormindo esta hora. Amanhã tenho um dia cheio de muitas contas para pagar, exercícios para fazer, projetos para andar. Mas estou aqui em mais uma madrugada-âmbar. E escuto a Bethânia cantar o hino: tá tudo aceso, tudo tão claro, tudo ligado. Tentei ler, imprimi contos ótimos e têm também os livros recém comprados na mesa-de-cabeceira. Tentei uma oração pelos amigos, respiração transcedental, mas foi tudo inútil. O jeito foi abrir o blog.

Escrever é um saco! É tipo uma espécie de karma. A gente sempre escorrega no quiabo, fala – ou melhor, escreve mais do que deve; nunca acha solução de nada – ao contrário – se vê mais perdido do que nunca, e não ganha nenhum retorno por isso. Ou quando ganha não é lá essas coisas, como um Kaká da vida…

Fazer o quê? Nasci com essa deficiência e o único jeito de me ver curado dela é deixar tudo bem claro. O fato não é o ato em si, mas as circunstâncias da vida… vamos a ela. No final da tarde fui fazer minhas caminhadas pelo parque. Entre alongamentos, ipods e um prenúncio de temporal, passei por um batalhão de gente que ia-e-vinha atrás de um pouco de saúde. Diriji de volta para casa, fui a um rodízio de caldos, passei um pouco mal pela comilança e fiz algumas tarefas-de-casa para deixar o dia seguinte mais prumado.

Liguei o computador e li twitter uma notícia que me deixou triste. Não posso revelar a causa-efeito explicitamente, mas tem haver com a minha história e tem haver com pessoas próximas, familiares e amigos, quase todos. Me fez triste pois é uma espécie de câncer-social que atinge a todos e que para piorar a situação é algo que não deve ser falado, tocado, mas abinegado.

A notícia foi revelada por uma celebridade que depois de muitos anos de vida e de carreira resolveu se expôr. Mas e daí? O que adianta também a luz da verdade se algo não têm cura, não têm solução. Talvez cause mais sofrimento, talvez machuque mais. Talvez o melhor é deixar como está: oculto, calado, apagado. Será?

Sweet Jardim

In Roncatianas on Outubro 12, 2009 at 2:58 pm

Outubro começou abençoado pra mim! Não posso reclamar pois ganhei um super-presente que até agora me deixou boquiaberto… Fruto de muita estratégia política digamos, hahaha. Entretanto quero falar daquele jardim que não é exatamente flores. Mas que apesar de ser menos evidente é dele que se faz brotar algumas belezas.

Esse jardim de insetos, minhocas, adubo. Jardim de muito lixo orgânico, sim pois do lixo também nascem coisas estranhamente irresistíveis. Se você for uma pessoa rasa e talvez nunca cuidou de um jardim para chamar de seu, talvez não saiba do que eu estou falando. Mas traduzindo para o bom português, vamos falar de sentimentos. Daqueles escondidos ou pelo menos renegados.

Sentimentos de fuga, de rejeição, medo, morte, enfermidades e de desespero. Acho que todo mundo aqui já passou por esse tipo de coisa na vida. De perder noites de sono pensando e agora? Onde é que eu vou nessa encruzilhada que eu me encontro. Ou na maioria das vezes que me jogaram aqui! Quanta pretensão a nossa achar que guiamos nosso caminho. Somos apenas navegantes que se não tivermos o mínimo de fé e otimismo, realmente naufragamos.

Somos ínfimos, um pingo de areia e na melhor das hipóteses vermes. Por isso estou aprendendo a expurgar esses sentimentos ditos feios e ridículos, mas que faz tão parte do jardim quanto as mais belas rosas. E talvez até mais, e talvez até melhor: pois é o que nos torna humano.

Não quero ser perfeito, não quero negociar salvação, não quero reprimir o que é a vida completa para agradar outros. Em produzir tumores e atrofiações no meu ser por negligência. Não dar valor nesse meu jardim que ainda é secreto e estranho, mas é tão vivo e belo  do que muitos floridos e perfumados que se vêem por aí.

Tardes

In Roncatianas on Outubro 3, 2009 at 12:20 am

A música “Tardes” da Adriana Calcanhoto cantada pela Verônica Sabino é algo! Algumas coisas são óbvias mas mesmo assim vale a pena pontuar. Por exemplo, eu sempre procuro uma música para escrever um post… A famosa lira dos 20!

Não que eu a esteja ouvindo no momento (o que acontece algumas vezes, claro). Mas geralmente são as que eu escutei durante a semana (shows, rádios, internet, no supermercado ou atravessando a rua) e ficou a espreita no meu inconsciente, sabe-se-lá porquê!

Dessa vez foi dessa interprete maravilhosa que até então era desconhecida por mim. Depois fiquei sabendo, por fontes próximas, que se trata da filha do grande Fernando Sabino… bom saber!

Na verdade, estava pensando em escrever sobre algo mais dramático, à la “Crôncias de uma casa assassinada”. Sobre os riscos que corremos dentro da nossa doce casa. E quando eu falo casa subentende-se pais, parentes, empregados, porteiros, cachorros, etc.

Nos últimos dias foram tantas histórias e reflexos que fiquei pasmo! Quando se é “de menor” então, o perigo só aumenta. De choques elétricos à abusos incomunicáveis, tudo é possível.

O pior ao meu ver é esse silêncio que faz crescer muros por todos os lados. Somos meio forçados a viver de coisas triviais e esquecer as cicatrizes do passado.

Tardes…

O tempo não para

In Roncatianas on Setembro 29, 2009 at 5:23 pm

Eu paro. Sou um modo parado, focado, congelante. Queria ter o poder de estar sempre em movimento, mas não. Apesar do meu esforço de sofrer (e evoluir!) vi que a maior parte do tempo fico é estacionado. Mesmo. E para mim isso é meu estado OK!

Estou como dizem por aí, vendo a banda passar. No meio da pracinha, com as damas-da-noite, os catadores-de-papéis e os cachorros-vira-latas. Ótimo para filosofar, nem imagina o tanto. Às vezes paro por impossibilidades fisicas ou financeiras. Outras para pensar na morte-da-bezerra e na maioria, devo admitir por puro e simples medo.

É canalhice dizer isso, mas é verdade. O medo é algo que nos paralisa e quase sempre nos vence. Tenho medo de revelações, de mudanças repentinas e também das homeopáticas. O importante é não ficar dando muito IBOPE pra ele, porque se não vira o tal do deus Pan e a desgraça amplia.

O tempo não para, mas eu paro. Ando meio parado, sem assunto e novidades… já falei disso né? Pois é, sabiam que estão construindo uma nova avenida no fundo de casa?…

Por toda minha vida

In Roncatianas on Setembro 13, 2009 at 2:30 am

“As paixões humanas são misteriosas, e das crianças não são menos que as dos adultos.”Michael Ende.

A sociedade têm a mania horrível de ignorar os sentimentos infantis… Isso tem mudado muito na teoria, mas na prática o que ocorre é que a criança ainda é muito desprezada. Aquela velha história do bom Piaget mas o que vemos mesmo é o velho Pinochet.

Eu tive uma infância atípica. Assim como uma adolescência e claro na fase adulta. Isso porque tudo que você aprende na infância vai carregando pra vida inteira. E por mais que você tenta se livrar dessa carga pesada você não consegue nunca: humanamente falando.
Essa idéia de que a vida é feita em etapas é um grande erro. Ficamos naquela utopia de que ao pularmos da infância para a adolescência ou para a juventude ou para a maturidade, viveremos vidas diferentes (e melhores, claro)… um grande desastre porque isso não ocorre.

Não quero ser fatalista mas já sendo: acredito cada dia menos em mudanças.

Can’t stop now

In Roncatianas on Setembro 8, 2009 at 2:43 am

Aquele clichê de que a vida é feita de momentos é o maior de todos.
E eu tô num momento de querer largar tudo e sumir do mapa.
Nunca ter existido seria mais fácil.
Mas tudo tem um propósito.
Mesmo quando você está no limbo como eu…
Acho que o meu propósito é sentir dor. Penar mesmo.
Mas vou parar de reclamar porque senão piora.
As sagradas escrituras diz: em tudo dai graça.
Então, obrigado Deus por tudo.
Pela dor, pela solidão, por não ver muitas portas abertas…
Obrigado pela falta de fé.
Pelos dons que não exerço da maneira que gostaria.
Pelo atraso de vida que fui submetido.
E assim vou seguindo, dando graças.
E viva o Keane. :-)

Meditação

In Roncatianas on Agosto 26, 2009 at 4:50 pm

A pior coisa da vida é você depender de alguém. Eu sou extremamente dependente, pra tudo. Pareço um bebê de colo às vezes, principalmente quando o assunto é relacionamento.
Você fica naquela de esperar. Esperando a pessoa agir, tomar as rédeas da coisa, progredir… E aí, você se depara com outro bebê e percebe que por um longo tempo vai ficar tudo do mesmo jeito: o jeito que não deve ser.
Aí involuntariamente vc começa a agir… Miudamente, diga-se de passagem. Por uns pinguinhos nos is daqui e acolá, traz um objeto pra perto, que tava longe. Ou seja, aquele jogo do puxa-e-empurra. O famoso jogo da paciência.
Nessas horas dá uma vontade imensa de romper, dar piti, de jogar tudo fora, de pular todas as etapas chatas.
Mas a lição que eu aprendi hoje é que para se chegar lá é preciso ter base. E para se ter base é preciso fazer todo o procedimento necessário.
Começar do zero. Ou no meu caso do – 5.
É isso então amores: no pain no gain.

Grace

In Roncatianas on Agosto 22, 2009 at 7:58 pm

Falar o que? Não é necessário mais. Nem ver, nem ouvir, nem pensar. Agora é preciso sentir, agir pelo instinto e fazer o destino acontecer. Não é preciso mais planejamentos porque tudo tem seu fim. E este não está longe, está perto, cada dia mais perto. Não é preciso discutir o indiscutível e nem se expor mais com comentários desnessários. Essa estrada já se findou não está vendo? Como tudo na vida findou-se. Só que no final da linha tem uma outra. Mas é preciso caminhar mais um pouco. Uma longa despedida e mais franqueza. Sim entrar lá não é fácil assim, mas há de se ter um sol quente, uma brisa suave e muito verde. Água abundante e muita alegria de viver também. Boa noite e até lá, na famosa terra prometida.

Assinado eu

In Roncatianas on Agosto 16, 2009 at 3:49 pm

Cansei da mesmas mentiras. Os mesmos medos. As mesmas caras e indiretas. Cansei de pilotar o barco, de tentar ir só mesmo estando junto. Sim, assim é pior. Está com alguém e não estar com ninguém. Cansei dessa vida brejeira. Da falta de motivação. Da emancipação tardia. Não é murmuração, por favor entenda. Apenas que a hipocrisia fede, o perdão não é liberado tão facilmente e a gente pensa demais e vive demenos. E tudo isso me cansa. Cansa muito

Everybody’s Changing

In Roncatianas on Agosto 8, 2009 at 1:29 am

Dia dos pais chegando de novo e sempre me foi incucado que essas datas são meramente comerciais e irrelevantes. Claro; mas todo mundo sabe que o dinheiro é algo bom e presentear e receber estes pacotinhos, mais que especial.

Tava pensando seriamente em não presentear meu pai esse ano. Tantos ressentimentos, intrigas, estranhezas. Mas Deus me mostrou que devemos mesmo é suportar uns aos outros. Mesmo que esse outro seja seu pai, porque não?

Então, é isso. Presenteie vossos pais. Podem ser pirracentos, chantagistas e até valorizarem os de fora mais do que os de dentro. Enfim, cada um dá o que tem (ou o que recebe, né?).

Por isso comprei um presente para mim e um para o dia dos pais. E confesso que o meu foi mais extravagante. Mas não me crucifiquem. Fui vítima de um devaneio no país das maravilhas. Amo o meu pai e o presente dele foi digníssimo.

O Pai sabe todas as coisas.

Autorretrato # 3

In Roncatianas on Agosto 4, 2009 at 11:55 am

Meu nome também é Esperança. Viro páginas e páginas atrás daquilo que pode vir a ser e sempre acho. Mudo, refaço, esforço e pela graça de Deus vivo me reencontrando. Espero lutar e chegar lá pois tenho algumas promessas para se cumprir na minha vida. E acredito fielmente, mesmo que seja preciso percorrer um longo e árduo caminho. Pela fé vejo um novo dia. Uma risada gostosa. Uma sopa com pão e todos na mesa saboreando a alegria de dividir.

Sem fantasia

In Roncatianas on Agosto 2, 2009 at 7:34 pm

Ando meio poético

Meio desencontrado

Meio lá e meio cá

Pareço minha casa: bagunçada.

Livros para ler

Contas para pagar

Eletros para consertar

Ando com preguiça de arrumar

De telefone ligar

De aprender chinês

Pegar avião e amar

Ando conformado
(no melhor sentido da palavra)

Quero a vida sempre assim: seca

O que é meu por direito e herança

Quero tudo

E nada

Amo o nada.

O nada faz me bem.

Primeiro Semestre de 2009

In Roncatianas on Julho 27, 2009 at 6:12 pm

Julho acabando e acho que cabe aqui algumas considerações. Já! Esse semestre foi muito difícil, pesado. Poderia dizer que eu quase não aguentava mais. Estava como puxando uma carreta pela boca em plena ladeira. Foi eu e Deus que foi tudo e só tudo pra mim. Quem teve a experiência trágica de perder um ente da família sabe o que eu tô falando. Quem perdeu dois entes então deve saber mais ainda. É simplesmente a coisa mais triste. Dói e arde.

Só que não foi só isso que me aconteceu. Não tive tempo para o luto porque veio tantas lutas ao mesmo tempo. Foram cirurgias, dívidas, taquicardia, pânicos, medo de ter um problema maior que poderia aguentar, horas a fio na internet (fuga). Enfim, um emaranhado de desgraças.

Mas o melhor é que apesar de toda essa tristeza, algo me consolava. Uma mão amiga, uma ajuda dali, filantropismo e conselhos, olhares e até porque não dizer, um amor bandido. Sem falar de que no alto do meu desespero Deus me fez olhar para Davi e não para Jó. Isso foi fundamental para ter coragem de lutar. De vencer o meu gigante. De fazer meios, mesmo não-convencionais, afim de conseguir um respiro, um alívio, uma paz…

I’m a Pilgrim

In Roncatianas on Julho 18, 2009 at 5:46 pm

Eu sou ficcionado por velharias. Mesmo. Hoje ficou tudo muito descartável. Vivemos no tempo dionisíaco. A busca desenfreada pelo poder e pelo narcisismo. Por isso mesmo, eu tenho essa sina de buscar o valor das coisas antigas. Quando surgiu a oportunidade mandei arrumar a máquina de escrever, derrubadinha lá no Galpão.

Uma Olivetti manual, do tempo do ronca. E estou escrevendo esse post nela. E estou penando porque é muuuuuuuuuuito mais difícil: alinhar, ver as palavras, tudo. Mas o melhor é o barulhinho anunciando pela casa alguém está fazendo alguma coisa. Sabe-se lá, mas dá para ouvir. E esse acompanhar é o maior legado de antigamente. Não havia tanta individualidade e as pessas conversavam porque era tudo mais difícil fazer na calada.

Por isso minha próxima aquisição será um vinyl player. Está decidido. Apesar de preferir sem sombra de dúvida o laptop e o ipod, precisamos resgatar a tal da comunhão.

All right?

Everybody Hurts

In Roncatianas on Julho 18, 2009 at 5:36 pm

Algumas vezes a sensação é de que estamos tão sós e desprotegidos que uma dor muito grande ataca o coração e pensamos que não resistiremos. E não é que continuamos?

O ser humano é assim mesmo, muito adaptável. Somos na verdade muito insignificantes em relação ao mundo e se atacarmos de seres racionais não iremos nem na esquina.

Esse seguir adiante está ligado a fé. Percorrer nosso destino. Acreditar em dias melhores. Luz no fim do túnel e alegrias na novidade de vida.

Acreditar é algo inerente a todos nós: gentios e judeus. E por isso acreditamos mesmo quando tudo diz que não.

Acreditamos na cura sobrenatural, na liberdade de expressão, no ciclo da vida, na redenção dos pequenos atos.

Precisamos sim acreditar na nossa missão. Mesmo quando tudo está mais pra lá do que pra cá….

***

Então, quando tudo fica cinza

E a vida perde seu colorido máximo.

Algumas vezes a gente acorda cabisbaixo

Doente de falta de amor, esperança e futuro.

Algumas vezes dói.

Outras vezes devasta.

Que se conseguirmos chorar por fora

Até que estamos indo bem

Por isso quando a depressão bate a porta

Não atenda total… Parcial, sim.

Mas acima de tudo creia como um tolo.

Ria como um mendigo doido.

O importante além de tudo

Sempre será o Amor.

Andar com fé eu vou # 2

In Roncatianas on Julho 18, 2009 at 5:24 pm

“Fé é mais do que Emoção

Mais do que Razão

Muito Mais do que Palavras

A Fé em nossos Corações

Nos faz mergulhar no Sobrenatural de Deus

É Crer no Impossível.

Sentir-se um Vencedor.

E ter em Deus consolo

A paz do seu Amor “

Os versinhos acima se trata de uma composição minha. Na verdade minha e de um amigo, quando éramos adolescentes e eu tinha acabado de ganhar um teclado e ele um violão mega profissa.

Ainda não sabia muito das coisas de adulto como hoje. Tinha uma visão romanceada do futuro e acreditava piamente que todos os meus problemas seriam solucionados, independente.

Bom, os anos se passaram e eu fui andando meio torto até que hoje aos 25 percebo que apesar das mil dificuldades que eu tenho enfrentadado – quem me conhece sabe – apesar de tudo, a minha fé não morreu.

Eu acho que no balanço geral então saio no lucro. Pois se tivesse a perdido aí sim estaria num desespero tão maior que seria impossível até escrever.

E para vocês believers, keep believing. Vale a pena…

A verdadeira religião # 2

In Citações, Roncatianas on Julho 14, 2009 at 12:24 pm

“Eu pedi ajuda do Senhor e Ele me respondeu” Salmo 34.4

Os últimos dias foram na total dependência de Deus. Eu só sei que quando a gente pedi com muita fé a gente recebe. E isso independe de religiosidade. É algo que só o nosso ser em consonância com o de Deus pode saber.

Foram tantas as respostas para o meu desespero que eu depois de muito relutar, aceitei que Deus tem o melhor pra mim. Pra que pensar só desgraças? Deus é bom e eu quero fazer a sua vontade apesar de não ser o modelo mais digno de pessoa.

E daí? Davi também não era. E é por isso que eu comprei a sua biografia e já vou ler.

Obrigado, Deus meu! Não me abandonaste.

Take a Bow (Say Goodbye)

In Roncatianas on Junho 26, 2009 at 12:58 pm

Ontem fui dormir com o hit Say Goodbye da Madonna na cabeça e hoje acordo com a notícia que o Michael Jackson dependurou as chuteiras . Como tudo na vida faz sentido… Se você ligar esse ponto nesse, vai ver que depois que acontece foi melhor assim, porque era pra ser. E nessa teoria de que no final tudo vai dar certo eu vou apostando as minhas fichas.

Apesar do cenário apocaliptico que estamos vivendo: da gripe suína, traições, etc etc etc; tem hora que melhor é desligar de todos os acontecimentos e focar no que é importante: a vida pura e simples. O engraçado é ver a imprensa: blogs, G1s da vida, que antes falavam mal do astro-cantor, o criticavam e até declaravam culpado, agora o transformam numa espécie de santo.

Por isso a minha missão é andar menos conectado possível. Depois que roubaram meu celular então até sarei das minhas doenças fictícias. Hasta la pista, Michael, Madonna, Sensacionalistas.

Ilusão

In Roncatianas on Junho 16, 2009 at 1:03 pm

Realidade cansa!

E ultimamente tenho vivido de forma demasiada esta.

E a gente que tinha um pouquinho de fé no Brasil…

Quando se vê outra vitima de violência parece que o de areia desmorona de vez.

Mas ainda assim realizo e acredito!

Tem que valer a pena lutar por esse país.

Não culpo a malandragem 100%.

Só falo que:

“I dreamed the dream”

Mas tive que acordar subitamente.

Lavoura Arcaica

In Citações on Junho 8, 2009 at 1:48 am

“Rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico é só o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira”

Raduan Nassar.

Les chansons d’amour

In Citações on Junho 7, 2009 at 1:41 am

“Aime-moi moins mais aime-moi longtemps” 

 

 

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Libera nos Domine

In Roncatianas on Junho 2, 2009 at 3:40 am

Quem visita de vez em quando meu blog tá percebendo de uns tempos pra cá uma áurea, digamos, celestial tem invadido os últimos posts. Bitolação, subterfúgios, convivências ou desesperanças, sabe-se-lá. O fato é que para às vezes continuar a viver o dia-a-dia normal, a gente tem que ser humilde (1) reconhecer que há mais coisas entre o céu e a terra (2) e secar as lágrimas (3).

Desculpa, se você não acha isso, eu acho. Por isso a redundância na tal da fé. Não, estou longe de ser um santo. Aprontei também e reconheço que tenho medo de algumas consequências. Mas como já disse, tenho vencido esse tal de medo e dando um jeito de romper o meu eu-noiado e psicopático. Afinal, somos produtos do meio e o meu foi um pouco menos suave que de outrem. – Fato.

Sucessos? Poucos e bons. Indo devagar, derrapando, algumas prezepadas e olha já estamos em Junho! Vivendo hiperconectado e às vezes dá uma vontade de largar tudo e ir pra roça cuidar de bois, pescar e plantar comida orgânica. Sério! Eu que amo megalópoles descubri que a paz está no campo. Cedo demais? Fazer o que, sempre fui precoce mesmo. Só não espalha, tá?

Zombie

In Roncatianas on Junho 2, 2009 at 3:25 am

Acordei com o meu celular pitando que havia chegado e-mail novo e um toc toc na porta me lembrando de uma das obrigações do novo dia e do novo mês. No celular, a manchete do NYT anunciando o desaparecimento do Air France: Brazil – Paris. – Puta Merda! Outro?

Voar é um caos pra mim. Eu entro em estado de pânico mesmo! Uma impotência tão grande que nem diazepans andam funcionando mais. Não consigo ler, raramente comer (a não ser em cias agradáveis) e vou de caboarrabo mentalizando coisas positivas e em estado de interseção permanente espiritual.

Não, não sou daquelas pessoas que vivem com uma maleta pronta para embarcar e ao exterior só fui uma vez. Não tenho passagens compradas e muito menos passei por algum tipo de turbulência traumatizante. Apenas adquiri o medo por osmose. No Brasil então, que quase nada funciona dignamente (generalização que amo) a tensão só aumenta.

Enfim, não estou aqui na posição de egoista vendo o meu umbigo em relação a real tragédia anunciada de manhã. O meu medo é ilógico, descabeciado, mas também real. Odeio ele e por isso sempre enfrento o que tiver que for, me encher de coragem e não deixar me abater pelas adversidades da vida.

Afinal, a real viagem faremos todos. Ainda bem.

And all that jazz

In Citações on Maio 23, 2009 at 1:53 am

para quando as palavras forem desnecessárias.

A verdadeira religião

In Citações, Roncatianas on Maio 18, 2009 at 1:55 pm

a verdadeira religiãoem tempos de intolerâncias e complicações, as pessoas ditas religiosas deveriam agir mais e se preocupar menos com dogmas.

por isso acredito que muitos não religiosos são os verdadeiros mensageiros da verdade.

salvas exceções, graças a Deus.

Lovers in Japan

In Roncatianas on Maio 18, 2009 at 2:40 am

De repente tudo fica tão sem sentido. Todos os livros, gráficos, planos. Todas as idealizações se vão como areias levadas pelo vento na praia. O esforço, o sufoco danado pode simplesmente sumir do mapa; e daí? Ninguém lembrará mais de nada, não ficará herança, nem herdeiros, nem amigos. Dá uma dor no peito só de pensar que foi tudo em vão. E por isso vem a fé. Aquela chama acende no coração, aquela resposta lá no íntimo de que vale a pena não andar cabisbaixo, derrotado, deprimido. Que virá um furacão e consertará tudo. Que os amantes viverão seus amores sem restrições e proibições. Que a alegria reinará pois tudo não passou de um pesadelo. E as emoções sentidas serão demonstradas na íntegra. Bittersweet.

moooooooooooooooooooooooooooooon river “finale”

In Citações, Roncatianas on Maio 15, 2009 at 1:52 am

 ”Okay, life’s a fact, people do fall in love, people do belong to each other, because that’s the only chance anybody’s got for real happiness.” You call yourself a free spirit, a “wild thing”, and you’re terrified somebody’s gonna stick you in a cage. Well baby, you’re already in that cage. You built it yourself. And it’s not bounded in the west by Tulip, Texas, or in the east by Somali-land. It’s wherever you go. Because no matter where you run, you just end up running into yourself.” 

Muitas vezes penso em você. Das suas utopias que me fazem rir e querer fugir. De um mundinho enfadonho que a gente cria para se proteger, mas só atrapalha. Aí vem aquela esperancinha. Meio a tabela, meio sinucada. Mesmo assim, tira um pouco desse sem sentido incompleto, desse certo-meio-errado-adequado. Um oasis no caos. Uma palavra, seria: reciprocidade. E que a esperancinha talvez vire uma esperança, enfim.

moooooooooooooooooooooooon river “parte dois”

In Citações on Maio 11, 2009 at 2:04 am

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Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?
Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?
Holly Golightly: No. The blues are because you’re getting fat and maybe it’s been raining too long, you’re just sad that’s all. The mean reds are horrible. Suddenly you’re afraid and you don’t know what you’re afraid of. Do you ever get that feeling?
Paul Varjak: Sure.
Holly Golightly: Well, when I get it the only thing that does any good is to jump in a cab and go to Tiffany’s. Calms me down right away. The quietness and the proud look of it; nothing very bad could happen to you there. If I could find a real-life place that’d make me feel like Tiffany’s, then – then I’d buy some furniture and give the cat a name!

Enquanto isso

In Roncatianas on Maio 2, 2009 at 1:11 am

Eu tenho vontade de escrever um livro. Não um romance, mas uma saga. Contando detalhes de tudo o que eu tive que comer e beber durante esses meus 25 anos de vida. E digo, não foram só comidas doces e triviais não. Apesar de me considerar um verdadeiro milagre e de ter sempre 1001 motivos pra agradecer, tenho que admitir também que suei pra chegar até aqui, que considero o outro lado do rio. 

Voltando pra história do livro, achei até uma cafeteria aprazível. Fica bem localizada e é onde eu até posso entre um expediente e outro me deleitar naquilo que eu chamaria de “sonho” e jogar no meu laptop todas as minhas referências e  vivências. Entretanto, não me acho ainda gabaritado pra fazer isso. Acho os meus traumas recentes e que fuçar na ferida exposta não a cura.

Por enquanto em termos literários, vou assim. Com uma carreira de redator publicitária interrompida, como um blogueiro conformado e um escritor de sagas por vir, quando crescer. Ou então eu só fico como blogueiro conformado mesmo, que nas minhas condições tá passando de bom!

Chaplin

In Citações on Abril 21, 2009 at 1:04 am

“Eu já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei para proteger, dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amando, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas,”quebrei a cara” muitas vezes! Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida… e você também não deveria passar! Viva!!! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante.”

mooooooooooooooooooooooooooon river

In Roncatianas on Abril 18, 2009 at 6:00 pm

às vezes a vontade é de sumir do mapa. não morrer. mas viver uma vida diferente. longe de todas as lembranças ruins e das cicatrizes que ficou.

tem hora que dá vontade de fazer uma plástica. mudar toda a estrutura óssea, colocar um piercing e deixar um cavanhaque.

pegar um violão, cantar por ai nas praças e nos metrôs. tem hora que da vontade de tomar um café preto em frente a uma tiffanys qualquer.

um dia deixaremos esse planeta. mas tem hora que precisamos deixar o nosso.

por sobrevivência.

amazing grace

In Roncatianas on Abril 15, 2009 at 4:00 pm

querido Deus

eu quero te agradecer infinitamente por tudo de bom que o Senhor me proporciona

por ter saúde,

inteligência

 

por ter intimidades com o Senhor, conquistadas

e que muitas vezes quando me sinto injustiçado o Senhor vem e me mostra 

que esteve me abençoando constantemente

e assim será

 

me livrou de muitas dores 

te agradeço pelos dons e por poder respirar e cantar

quando muitos estão perecendo

ou jogando a vida fora

 

agradeço muito e quero te dizer que sou muito feliz

que vou me esforçar mais para fazer outras pessoas também

te peço que continue abençoando

não somente a mim

mas a todos os seres desta terra.

 

forever and ever.

Hey, Hey, Hey, Guilherme é Rei!

In Roncatianas on Abril 14, 2009 at 12:33 am

Zenti, nos últimos tempos a única coisa que tá me fazendo bem é ver o Guilherme-loser-do-aprendiz-6!

Identificações à parte? Ok, aceito!

Agora fica uma certeza, o programa mal começou e já perdi o tesão de continuar… Porque as pessoas de negócios às vezes são tão burras?

Justus, contrata ele de volta!

escape

In Roncatianas on Abril 11, 2009 at 12:18 pm

se fosse para te dar um conselho seria assim: por favor não perca essa doçura ao falar. não deixe desligado o seu celular nem por um minuto.e quando tiver difícil de respirar lembre-se de que temos nossos lindos anos pela frente, de uma praia com muito sol, um luar maravilhoso e de muitos shows ainda para ver.

cantar como aquele gordinho do “aprendiz universitário”, que não tá nem aí em ganhar dinheiro porque sabe que o maior presente é ser feliz hoje. vamos lá, deixa de stress e de se preocupar com as dívidas ou do nosso saldo bancário.

ah, quer saber, tem hora mesmo que a gente tem que falar um palavrão pra ser feliz, responder na altura, se lixar enquanto uma cachorrada luta por um osso seco. ;P

so close

In Roncatianas on Abril 8, 2009 at 1:33 pm

sentir o seu perfume neutro, o seu cabelo escovado e o seu carinho foi fundamental

queria ter eu a coragem agora de ir ao seu encontro e me declarar

mas o platonismo me pegou e eu sinceramente não sei viver mais sem ele

a realidade é cruel

o amor platônico, uma dádiva

que às vezes cansa, é verdade

e surta também.

mas tenho uma montanha de nãos e porquês

por isso o tempo encarregará

apesar de tudo, e de nada

valeu a pena

o platonismo, a aproximação tímida

o sorriso e a cara feia

o adeus e o quem é que sabe o que?

learn to be lonely

In Roncatianas on Abril 8, 2009 at 1:25 pm

é uma crueldade, mas extremamente necessário.

ser só, aprender a estar só.

a gente nasce só.

a gente morre só.

mas a gente não quer ficar por 1 min com a sensação de que estamos só.

e na verdade estamos.

apesar das amizades, da família, do abraço e do beijo, dos filhos, do cachorro e de toda uma equipe médica. 

ser só é aprender a viver plenamente. amadurecer, deixar de lado os olhares acusadores e fazer o que você veio aqui nessa terra fazer, seja lá o que for.

é isso!

ser só não quer dizer comprar um apartamento no 27º andar, viver como um ermitão, morrer e seu corpo ficar fedendo por 5 dias até ser encontrado, pelo mal-cheiro. 

ser só e aprender a ser só é a lição número 1 que todos deveriam aprender, mas que ninguém quer ensinar.

ou acreditar.

bola de meia, bola de gude

In Roncatianas on Abril 2, 2009 at 3:06 pm

toda vez que me passa pela cabeça que alguma coisa não tão legal está para acontecer, eu chamo o meu menino. aí eu percebo que as verdadeiras bruxas e fantasmas são o nosso medo e que se não lutarmos ele nos toma por completo.

fundamental é mesmo não deixar nossa criança interior morrer. conservar sempre a inocência diante do terror, amizade diante das cobranças, amanhã melhores diante da dúvida.

sabemos que as nuvens negras passam e que o amor vence tudo. 

é nessa onda que eu quero surfar. e sempre.

new york i love you, but you bringing me down

In Roncatianas on Março 30, 2009 at 2:24 am

hoje me deu uma saudade de nova york. queria estar lá neste momento. curtindo aquela loucura novamente. pegar um cab de madrugada e ir a um de seus restaurantes, com suas comidas caras e não tão boa assim. 

queria colocar aquela roupa pesada e sair no frio. de cachecol, luvas, toca e tudo o que tenho direito para ficar elegante e combinar com aquele lixo todo. ir a um de seus museus, broadway, times sq, astoria… comprar um jornal na maquininha de calçada. ir na virgin e ficar ali vagando no meio de tanta coisa legal.

tanta gente estranha, alegre, provocante. escrever numa starbucks, curtir um show no central park, ou então ir para a grand central e comprar tickets pra outra cidade qualquer. sem medo de violencia, de olhares acusadores, de não ter que projetar um futuro.

deu vontade!

Les jours tristes

In Roncatianas on Março 23, 2009 at 8:42 pm

Pensei em falar tantas coisas. Conotativas e denotativas. Do tempo que não tivemos e nunca teremos para assimilar. A roda viva que nunca para. De como andei redundante por muito tempo. Dos meus milagres ordinários. Dos dias frios de Sampa e de muito calor humano que acalentou meu coração. Da nova etapa e de uma força enorme de fazer tudo terminar bem no final. E creio. Por enquanto ando mais agradecido do que qualquer coisa. Mesmo tendo medo. Mesmo com tanta problemática. Mesmo com um jeito mambembe de ser. Tô agradecido e com muito esperança.

Autorretrato # 2

In Citações on Fevereiro 24, 2009 at 12:16 am

” Por mi parte, soy o creo ser duro de nariz, mínimo de ojos, escaso de pelos en la cabeza, creciente de abdomen, largo de piernas, ancho de suelas, amarillo de tez, generoso de amores, imposible de cálculos, confuso de palabras, tierno de manos, lento de andar, inoxidable de corazón, aficionado a las estrellas, mareas, maremotos, administrador de escarabajos, caminante de arenas, torpe de instituciones, chileno a perpetuidad, amigo de mis amigos…” Pablo Neruda.

Today I sing the Blues

In Roncatianas on Fevereiro 23, 2009 at 3:26 am

Hoje eu tava pensando na vida. Minha mãe completando anos. A casa mais calada do que o normal. Outro feriado de carnaval sem sentido. Outra vez a vontade de jogar pro alto e partir pra outra. Ou outro destino. Viver a vida selvagem, sei lá.

O meu problema é que eu tenho muita preguiça. Eu sou sonso confesso. Só de pensar na mudança (e não que eu faço pouco caso dela, até me dou bem psicologicamente) mas o meu corpo padece. Ele pede calma. Pede pra continuar tudo do mesmo jeito. Ou seja: procrastino.

Deixo tudo de lado. Faço listas, mas sempre pulo as partes dificeis. Sempre foi assim. Lembro que chegava numa partitura – justamente onde precisava dedicar a atenção redobrada, eu voltava pro inicio fácil e já assimilado e ia tocar feliz. Mas não tem jeito, é preciso resolver o problema pra avançar.

É preciso parar e dedicar ao problema. Senão, que graça teria? Easy come easy goes. E por isso ando pensando seriamente em me filiar a uma ONG ou abrir a minha própria.

O que vale mesmo nessa vida?

Criminal

In Citações, Roncatianas on Fevereiro 14, 2009 at 7:40 pm

Primeiro, o poema:

 

Cidadezinha Qualquer

Casas entre bananeiras

mulheres entre laranjeiras

pomar amor cantar.


Um homem vai devagar

Um cachorro vai devagar.

Um burro vai devagar.

Devagar… as janelas olham

Eta vida besta, meu Deus.
   

Depois, a prosa:

Tudo virou um festival de semnoçãozisse.  Uma disputa pra ver quem chega na frente. Pra ver quem é o melhor em que, a cópia da cópia, a imperfeição perfeita, a vida de aparências. O tipo do modelo imposto da sociedade. Não se pensa mais, não se conversa mais, não se importa mais. Zumbis? Sim,  a melhor definição. Infelizmente nos tornamos. Infelizmente tende a piorar.

 

Por fim a música:

Vivendo no ultimato (like a criminal). E salve-se se puder.

Ponto de Mutação.

In Citações on Fevereiro 9, 2009 at 11:51 pm

depois de ver MINDWALK (Capra), The Story of Stuff no GoogleVideos e esse Curta, ando refletindo bastante essa minha mania de consumir. PASMO!

Vida Dura

In Citações on Fevereiro 1, 2009 at 5:43 pm

“Naquele exato instante, muitos outros caras também deviam estar percebendo que um problema resolvido não é, necessariamente, um problema a menos.”

Cláudia Tajes, como sempre genial.

Oração da Serenidade

In Citações on Fevereiro 1, 2009 at 5:38 pm

…que nunca é demais.

“Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras”.

Amém e amém.

High and dry

In Roncatianas on Janeiro 22, 2009 at 2:01 pm

Ao perceber que estava cercada toda de preto não teve dúvidas. Estava sim de luto. Custou cair em si, mas estava agora mergulhada na sua tristeza mais profunda: a perda.

O colchão preto, a manta, o sofá, o computador, as roupas, os móveis, o tapete na sala, a tv nova, o blog, o carro, o cachorro, o piano, o violão, os sapatos e as malas de mão. Tudo era preto, negro, obscuro. Não havia mais luminosidade, esperança, leveza. Tudo era muito denso, pesado, sabrecarregado, mortal.

Pela primeira vez percebeu seu estado depressivo. Pela primeira vez se viu incapaz de sair dele. Viveria assim para sempre? Chorou por dentro. Estava tão desgastada daquela situação de tentar se superar para no fim não dar em nada. Perdeu a fé, nos outros, na vida, em si mesma e até em Deus. Se sentia uma estrela solitária, brilhando uma luzinha fraca no meio do inifinito.

De repente sonhou com ele. Logo ele, que segundo ela foi o culpado de trazer tanto desespero lá da sua terra maldita. Ele acabara de comprar quadros, móveis, sei lá. Algum pacote branco bem grande que carregava entre os braços. Usava uma camiseta da ecko azul-marinho, uma D&G jenas - que marcava suas belas pernas, um nike-air branco, um cartier prata e um colar de metal da levis.  Sim, ela conseguiu detectar tudo isso em um flash de segundo.

Ela estava perdida na sua própria cidade. Num setor que conhecia muito bem. Estava perdida entre prédios familiares, entre parques de frequentes caminhadas. Estava perdida e não conseguia achar uma lojinha de molduras de quadros. Se viram, mas pela primeira vez sua reação não foi de medo e nem de fuga. Sorriu, se cumprimentaram, trocaram algumas palavrinhas e pediu a informação urgente.

Por incrível que pareça ou ironia do destino era justamente a que ele tinha acabado de sair, e informou pra ela seguir a direita. Se despediram. Foram em direção opostas, como sempre. Achou a tal da lojinha, pena que não dava pra colocar seus desenhos na moldura como queria.  Rodou, rodou e viu que não adiantou nada. Porque no fim quem dita as regras é mesmo a vida e se arrependeu por ter ficado perdida e andando pra lá e pra cá em vão.

Por isso voltou a sua rotina mediocre. De ficar horas inoperante. De não lutar pelo vão. Era tão sinistro ver pessoas na mesma situação fazendo um esforço tremendo por algo que simplesmente não ia acabar dando resultado nenhum no final. Voltou para o seu colchão, manta, sofá, carro, cachorro, tapete, amante, tudo preto, tudo negro, tudo pesado, tudo vazio.

E decidiu só trocar sua cor pela vermelha. Talvez quando morresse.

Satisfaction

In Citações on Janeiro 21, 2009 at 2:28 pm

“A experiência de chegar perto da morte mudou minha perspectiva sobre o trabalho. Eu não estava curtindo atuar, eu sentia como se não estivesse no controle da minha carreira. Não estava fazendo aquilo que me fazia sentir bem. Eu estava amargo, sentia que merecia mais, e não estava agradecido por todas as coisas que tinham me acontecido. Se você não se sente grato, aí é muito fácil ser um cretino. Depois que o tumor aconteceu, eu percebi que amo atuar, sempre amei, e posso nunca ter a chance de fazê-lo novamente” 

 

Em 2002, Ruffalo foi diagnosticado com um tumor cerebral e submetido a cirurgia, o que resultou em um período de paralisia facial parcial, embora o tumor encontrado fosse benigno. Ele se recuperou totalmente da paralisia e regressou à boa saúde.

 

 

 

Preciso sair da cretinice urgente. Sem tumores enfim.

I believe in miracles.

In Roncatianas on Janeiro 16, 2009 at 9:51 pm

Esse ano de 2009 promete muita água pra rolar debaixo da ponte. O ano mal começou e feitos históricos tem me surpreendido. Me deixado boqueaberto e até mais crente do que nunca.

Ontem, vendo o avião pousar em pleno rio Hudson – quem conhece NY sabe que isso foi um milagre mesmo!!! Não há outra palavra. Um homem phd em segurança aérea, a ilha de manhattan é coberta de arranha-céus, enfestada de helicópteros e muito mas muito aviões, embarcações, etc… gente, não tem outra explicação, foi a mão de Deus e ponto.

E ainda ontem depois de levar um soco no estômago e de finalmente ter vivido plenamente o “let it be ”  acho que muitas coisas surreais, sobrenaturais e miraculosas estão por vir. 

 

Se preparem pois sinais virão e quem viver verá.

O segundo semestre

In Roncatianas on Janeiro 9, 2009 at 2:57 am

Bom, esse foi mais tranquilo de todos. Depois da viagem fiquei com a síndrome do Diego Mainardi. Primeiro demos de cara com um cara que nos ficou de levar pro hotel de van em 10 min e gastou mais de 2 hrs. Bem, isso é o Brasil, o mundo de jeitinhos.

Depois fomos para um hotel em Guarulhos – tipo 4 estrelas (de)cadentes. E para piorar a situação era do lado de uma faculdade. Já era 00hrs e estava lotada de emos na porta gritando. Mas nada que um lexotan não resolva. Pedimos para trocar de quarto e no outro dia para o lugar no qual pertenço irremediavelmente…

Em Goiânia, claro, matei a saudade do meu povo. Abraços, presentes, fotos e muita mas muita história pra contar. Comparações inevitáveis e o complexo de vira-latas crescendo. Junto com ele ainda tinha algumas aulas pra frequentar. Mas nessa hora, meu amigo, eu já tinha desistido da faculdade à tempos. Porém, fui levando até o último golpe de misericórdia e ter a coragem e a certeza para abandonar o curso. Parar é sempre difícil, muito. Mas prioridades gritam e fazer o quê?

Este ffoi um semestre mais sussa. De dormir melhor, comer melhor, malhar, caminhar e sair para jantar. Vesti a camisa da herança e estou sobrevivendo. Foi um período tipo meio-férias, de parar tudo, re-pensar, desistir, persistir. Bom, a gente pelo menos tenta. Depois de uma certa crise tô certo de que fiz o melhor que pude.

Regrettes, rien.

2008 num post de segundo – parte 1

In Roncatianas on Janeiro 6, 2009 at 3:12 pm

O ano começou naquela maravilha de todo começo: cheio de coisas novas pra fazer. Faculdade nova, novo emprego, um MBA pra terminar e aquela parte chata de vida de adulto: viver com o suor do teu rosto.

O primeiro semestre, esse foi bem matemático, digamos. Tipo, dormir 2 da manhã, acordar 7, almoçar 10 ou 16, bater o ponto 12 em pto e atingir a meta x, y e z. Sempre com aquele sorriso no rosto pra não perder a mania de playmobil e claro agradar os clientes. 

No meio disso tudo ainda tinha que ler calhamaços, tcc da pós, tocar e cantar tenor, aguentar diretas e caras nada felizes por não conseguir dar conta do recado, ou melhor, lucro.

O que me sustentou foi a minha viagem planejada desde 2006, quando resolvi não fazer nenhuma formatura e ir viajar. Passaportes, vistos, muita discussão entre hospedagem, traumas de avião e o paitrocínio. Tanto insisti que mereci e assim fui para Nova York.

Deslumbrei mesmo. Achava tudo lindo, tirava foto de carros, calçadas e de velha de calcinha tocando violão na Times Square. Ri horrores e fiz a linha blasé na hora da pegada. Pensei: – Aguentei coisa muito pior e nada vai estragar os meus 15 dias de liberdade na cidade da própria. 

Quase fui pro Canadá, mas preferi gastar em NY, que nunca é demais. De quebra, fomos pra Washington, aguentamos um povo mal educado. Mas tirando isso, foi lindo e deu pra conhecer até mais do que queria. Voltamos pra cidade que nunca dorme e nunca para de comprar e esbaldamos em tanta coisa barata e de grife. 

Mas já tava com saudade de casa, de comer um bom churrasco no final de semana, sol a pino e da vida macunaímica. Embarcamos de volta pra Sampa. A primeira coisa parada na lanchonete: 1 cochinha, 1 quibe e 1 guaraná antartica, hummm… e ainda por cima, dava tempo de conferir minhas moedinhas de troco, coisa que é impossível fazer lá. 

 

Continua…