para quando as palavras forem desnecessárias.
para quando as palavras forem desnecessárias.
em tempos de intolerâncias e complicações, as pessoas ditas religiosas deveriam agir mais e se preocupar menos com dogmas.
por isso acredito que muitos não religiosos são os verdadeiros mensageiros da verdade.
salvas exceções, graças a Deus.
De repente tudo fica tão sem sentido. Todos os livros, gráficos, planos. Todas as idealizações se vão como areias levadas pelo vento na praia. O esforço, o sufoco danado pode simplesmente sumir do mapa; e daí? Ninguém lembrará mais de nada, não ficará herança, nem herdeiros, nem amigos. Dá uma dor no peito só de pensar que foi tudo em vão. E por isso vem a fé. Aquela chama acende no coração, aquela resposta lá no íntimo de que vale a pena não andar cabisbaixo, derrotado, deprimido. Que virá um furacão e consertará tudo. Que os amantes viverão seus amores sem restrições e proibições. Que a alegria reinará pois tudo não passou de um pesadelo. E as emoções sentidas serão demonstradas na íntegra. Bittersweet.
”Okay, life’s a fact, people do fall in love, people do belong to each other, because that’s the only chance anybody’s got for real happiness.” You call yourself a free spirit, a “wild thing”, and you’re terrified somebody’s gonna stick you in a cage. Well baby, you’re already in that cage. You built it yourself. And it’s not bounded in the west by Tulip, Texas, or in the east by Somali-land. It’s wherever you go. Because no matter where you run, you just end up running into yourself.”
Muitas vezes penso em você. Das suas utopias que me fazem rir e querer fugir. De um mundinho enfadonho que a gente cria para se proteger, mas só atrapalha. Aí vem aquela esperancinha. Meio a tabela, meio sinucada. Mesmo assim, tira um pouco desse sem sentido incompleto, desse certo-meio-errado-adequado. Um oasis no caos. Uma palavra, seria: reciprocidade. E que a esperancinha talvez vire uma esperança, enfim.
Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?
Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?
Holly Golightly: No. The blues are because you’re getting fat and maybe it’s been raining too long, you’re just sad that’s all. The mean reds are horrible. Suddenly you’re afraid and you don’t know what you’re afraid of. Do you ever get that feeling?
Paul Varjak: Sure.
Holly Golightly: Well, when I get it the only thing that does any good is to jump in a cab and go to Tiffany’s. Calms me down right away. The quietness and the proud look of it; nothing very bad could happen to you there. If I could find a real-life place that’d make me feel like Tiffany’s, then – then I’d buy some furniture and give the cat a name!
Eu tenho vontade de escrever um livro. Não um romance, mas uma saga. Contando detalhes de tudo o que eu tive que comer e beber durante esses meus 25 anos de vida. E digo, não foram só comidas doces e triviais não. Apesar de me considerar um verdadeiro milagre e de ter sempre 1001 motivos pra agradecer, tenho que admitir também que suei pra chegar até aqui, que considero o outro lado do rio.
Voltando pra história do livro, achei até uma cafeteria aprazível. Fica bem localizada e é onde eu até posso entre um expediente e outro me deleitar naquilo que eu chamaria de “sonho” e jogar no meu laptop todas as minhas referências e vivências. Entretanto, não me acho ainda gabaritado pra fazer isso. Acho os meus traumas recentes e que fuçar na ferida exposta não a cura.
Por enquanto em termos literários, vou assim. Com uma carreira de redator publicitária interrompida, como um blogueiro conformado e um escritor de sagas por vir, quando crescer. Ou então eu só fico como blogueiro conformado mesmo, que nas minhas condições tá passando de bom!