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Clandestino

In Roncatianas on Novembro 25, 2009 at 3:46 am

Fui assistir “2012″ depois de um longo tempo sem ir no cinema. Desculpa os sociáveis, mas sair para mim continua sendo uma saga, bem “quixotiana”.  Em tempos on-line então, em que tudo é mais fácil e rápido; o tal de viver off-line se tornou um grande desafio para as gerações mais jovens! Hehe. Mas não hesitei, chamei a tchurma e fomos enfrentar a difícil arte da convivência.

Ao chegar no shopping, vaguinha no estacionamento rapidamente e milagrosamente preenchida. E eu pasmo de que em plena terça e no final do mês aquele tumulto de gente. É incrível como nós seres humanos estamos bitolados a gastar; que até nosso pic-nic virou compras.

O jeito foi engolir, depois do filme as coisas melhoraram. O shopping vazio por sairmos da última seção dava até para contemplar vitrines. Cantamos alto e brincamos com os servidores-gerais, segurança e deu até para trocar uma idéia com a moça da bilheteria e o vigia na saída.

Deu para respirar e ver que no fundo no fundo shopping serve mesmo para atrapalhar, dificultar iludir e deixar tudo muito mais complicado.

Viva la revolution! Viva Che!

Misty Roses

In Citações, Roncatianas on Novembro 13, 2009 at 1:46 am

COMO POUCOS
Marilândia Roncato em 14/10/2004.

COMO POUCOS, TINHA VÁRIOS NOMES. UM PARA CADA UM DE NÓS: LORA, LAURINDA, LORETA, FUFUCA… E MUITO OUTROS! MAS ACIMA DE TUDO, MÃE! ABRIA MÃO DA PRÓPRIA IDENTIDADE E ASSUMIA PARA CADA UM DE NÓS UMA IDENTIDADE ESPECIAL – SEM IDADE! ERA A MÃE DO NOSSO TEMPO, QUE JAMAIS CAVAVA A LACUNA DA IDADE, QUE TANTO DISTANCIA AS GERAÇÕES!

COMO POUCOS, ERA ALGUÉM QUE DEIXAVA DE SER, DE ESTAR, DE FAZER, DE TER… IMPOTAVA-LHE APENAS O EXISTIR! E ASSIM EXISTIA! EXISTIA PARA PLANTAR BELOS EXEMPLOS DE VIDA; PARA MAIS AMAR QUE SER AMADA; PARA MAIS DOAR E SERVIR QUE RECEBER; PARA NADA OU POUCO PEDIR EM TROCA. ENFIM, EXISTIA PARA DEPOSITAR A SUA ALEGRIA NAS NOSSAS ALEGRIAS!

COMO POUCOS, SABIA QUE A VIDA ERA PARA SER VIVIDA AQUI E AGORA, QUE A VIDA NÃO É UM ENSAIO PARA SE VIVER DEPOIS. ASSIM VIVIA SUA VIDA COM DISPOSIÇÃO E ENERGIA, COMO UM PRESENTE QUE DEUS LHE DEU, E FAZIA DO “TEMPO PRESENTE” O SEU TEMPO DE VIDA! DIRECIONAVA SEU OLHAR SEMPRE PARA FRENTE E ENCORAJAVA A TODOS A PROSSEGUIR SUAS CAMINHADAS. SEM OLHAR PARA TRÁS. E A NÃO ALOJAR EM SUAS MENTES CULPAS OU IDÉIAS NEGATIVAS.

COMO TODOS; TAMBÉM TINHA SUAS PERDAS E GANHOS. MAS COMO POUCOS, SABIA LIDAR BEM COM TODAS ELAS. FOCALIZAVA A SUA MENTE APENAS NOS SEUS GANHOS. E QUANTO AS PERDAS… BEM, TRATAVA LOGO DE ESQUECÊ-LAS. GOSTAVA MESMO
ERA DE CONTAR AS SUAS BENÇÃOS. A SUA MAIOR BENÇÃO? SEUS FILHOS – DIZIA!

POR TUDO ISTO, MÃE, VOCE EXISTIA, EXISTIU E EXISTIRÁ PARA SEMPRE NOS NOSSOS CORAÇÕES!


Esse lindo texto (da minha tia) traduz um pouco da Lora. Que foi e é um dos maiores exemplos de “saber viver” e de alegria que eu já conheci. Saudade eterna vó e que vc tenha uma linda festa de aniversário ai, aonde você estiver. Beijos com amor.

Mais Feliz

In Roncatianas on Novembro 5, 2009 at 4:21 am

Acho que cheguei naquele estágio de saber exatamente o que eu quero da vida. Confesso que não foi “so easy”. Na verdade foi uma prova de fogo daquelas bem heavy. Mas o saldo geral foi bastante positivo.

Prego e faço apologia total do autoconhecimento. Realmente só ele faz a diferença. Comecei na escolha do curso superior. Fiz aquilo que eu sempre quis, mesmo a contragosto do mundo.  E daí? Fui atrás do que eu realmente queria e dane-se o resto. O que vale é você e Deus, sempre foi e sempre será assim.

Veio tornado, furação, a tsuname, e voilá, sobrevivi. Se encontrar é a melhor e maior missão da vida. Viver de vento não conta. Não quero mais olhar no espelho e não me identificar comigo. Confesso que preciso andar uns passinhos a mais, sempre precisa. Mas me sinto tão bem que tenho fé que vou chegar lá. Lindo e leve.

Super Trooper

In Roncatianas on Outubro 26, 2009 at 11:09 pm

Chove sem parar e no entanto meu carro só toca músicas do Abba. Abba é um daqueles grupos que você tem uma certa vergonha de se declarar. Mas na verdade não há ser que saia indiferente: o típico ame-ou-deixe!

São dias frios, chuvosos e paradoxalmente lá vou eu com o solar “Dancing Queen” no volume máximo. Cantando alto para qualquer motoqueiro ao lado possa ouvir e se contagiar. Isso porque o Flower Power nunca foi tão necessário.

Pelo menos para mim :D

Âmbar

In Roncatianas on Outubro 20, 2009 at 2:47 am

É lógico que eu queria estar dormindo esta hora. Amanhã tenho um dia cheio de muitas contas para pagar, exercícios para fazer, projetos para andar. Mas estou aqui em mais uma madrugada-âmbar. E escuto a Bethânia cantar o hino: tá tudo aceso, tudo tão claro, tudo ligado. Tentei ler, imprimi contos ótimos e têm também os livros recém comprados na mesa-de-cabeceira. Tentei uma oração pelos amigos, respiração transcedental, mas foi tudo inútil. O jeito foi abrir o blog.

Escrever é um saco! É tipo uma espécie de karma. A gente sempre escorrega no quiabo, fala – ou melhor, escreve mais do que deve; nunca acha solução de nada – ao contrário – se vê mais perdido do que nunca, e não ganha nenhum retorno por isso. Ou quando ganha não é lá essas coisas, como um Kaká da vida…

Fazer o quê? Nasci com essa deficiência e o único jeito de me ver curado dela é deixar tudo bem claro. O fato não é o ato em si, mas as circunstâncias da vida… vamos a ela. No final da tarde fui fazer minhas caminhadas pelo parque. Entre alongamentos, ipods e um prenúncio de temporal, passei por um batalhão de gente que ia-e-vinha atrás de um pouco de saúde. Diriji de volta para casa, fui a um rodízio de caldos, passei um pouco mal pela comilança e fiz algumas tarefas-de-casa para deixar o dia seguinte mais prumado.

Liguei o computador e li twitter uma notícia que me deixou triste. Não posso revelar a causa-efeito explicitamente, mas tem haver com a minha história e tem haver com pessoas próximas, familiares e amigos, quase todos. Me fez triste pois é uma espécie de câncer-social que atinge a todos e que para piorar a situação é algo que não deve ser falado, tocado, mas abinegado.

A notícia foi revelada por uma celebridade que depois de muitos anos de vida e de carreira resolveu se expôr. Mas e daí? O que adianta também a luz da verdade se algo não têm cura, não têm solução. Talvez cause mais sofrimento, talvez machuque mais. Talvez o melhor é deixar como está: oculto, calado, apagado. Será?

Sweet Jardim

In Roncatianas on Outubro 12, 2009 at 2:58 pm

Outubro começou abençoado pra mim! Não posso reclamar pois ganhei um super-presente que até agora me deixou boquiaberto… Fruto de muita estratégia política digamos, hahaha. Entretanto quero falar daquele jardim que não é exatamente flores. Mas que apesar de ser menos evidente é dele que se faz brotar algumas belezas.

Esse jardim de insetos, minhocas, adubo. Jardim de muito lixo orgânico, sim pois do lixo também nascem coisas estranhamente irresistíveis. Se você for uma pessoa rasa e talvez nunca cuidou de um jardim para chamar de seu, talvez não saiba do que eu estou falando. Mas traduzindo para o bom português, vamos falar de sentimentos. Daqueles escondidos ou pelo menos renegados.

Sentimentos de fuga, de rejeição, medo, morte, enfermidades e de desespero. Acho que todo mundo aqui já passou por esse tipo de coisa na vida. De perder noites de sono pensando e agora? Onde é que eu vou nessa encruzilhada que eu me encontro. Ou na maioria das vezes que me jogaram aqui! Quanta pretensão a nossa achar que guiamos nosso caminho. Somos apenas navegantes que se não tivermos o mínimo de fé e otimismo, realmente naufragamos.

Somos ínfimos, um pingo de areia e na melhor das hipóteses vermes. Por isso estou aprendendo a expurgar esses sentimentos ditos feios e ridículos, mas que faz tão parte do jardim quanto as mais belas rosas. E talvez até mais, e talvez até melhor: pois é o que nos torna humano.

Não quero ser perfeito, não quero negociar salvação, não quero reprimir o que é a vida completa para agradar outros. Em produzir tumores e atrofiações no meu ser por negligência. Não dar valor nesse meu jardim que ainda é secreto e estranho, mas é tão vivo e belo  do que muitos floridos e perfumados que se vêem por aí.

Tardes

In Roncatianas on Outubro 3, 2009 at 12:20 am

A música “Tardes” da Adriana Calcanhoto cantada pela Verônica Sabino é algo! Algumas coisas são óbvias mas mesmo assim vale a pena pontuar. Por exemplo, eu sempre procuro uma música para escrever um post… A famosa lira dos 20!

Não que eu a esteja ouvindo no momento (o que acontece algumas vezes, claro). Mas geralmente são as que eu escutei durante a semana (shows, rádios, internet, no supermercado ou atravessando a rua) e ficou a espreita no meu inconsciente, sabe-se-lá porquê!

Dessa vez foi dessa interprete maravilhosa que até então era desconhecida por mim. Depois fiquei sabendo, por fontes próximas, que se trata da filha do grande Fernando Sabino… bom saber!

Na verdade, estava pensando em escrever sobre algo mais dramático, à la “Crôncias de uma casa assassinada”. Sobre os riscos que corremos dentro da nossa doce casa. E quando eu falo casa subentende-se pais, parentes, empregados, porteiros, cachorros, etc.

Nos últimos dias foram tantas histórias e reflexos que fiquei pasmo! Quando se é “de menor” então, o perigo só aumenta. De choques elétricos à abusos incomunicáveis, tudo é possível.

O pior ao meu ver é esse silêncio que faz crescer muros por todos os lados. Somos meio forçados a viver de coisas triviais e esquecer as cicatrizes do passado.

Tardes…

O tempo não para

In Roncatianas on Setembro 29, 2009 at 5:23 pm

Eu paro. Sou um modo parado, focado, congelante. Queria ter o poder de estar sempre em movimento, mas não. Apesar do meu esforço de sofrer (e evoluir!) vi que a maior parte do tempo fico é estacionado. Mesmo. E para mim isso é meu estado OK!

Estou como dizem por aí, vendo a banda passar. No meio da pracinha, com as damas-da-noite, os catadores-de-papéis e os cachorros-vira-latas. Ótimo para filosofar, nem imagina o tanto. Às vezes paro por impossibilidades fisicas ou financeiras. Outras para pensar na morte-da-bezerra e na maioria, devo admitir por puro e simples medo.

É canalhice dizer isso, mas é verdade. O medo é algo que nos paralisa e quase sempre nos vence. Tenho medo de revelações, de mudanças repentinas e também das homeopáticas. O importante é não ficar dando muito IBOPE pra ele, porque se não vira o tal do deus Pan e a desgraça amplia.

O tempo não para, mas eu paro. Ando meio parado, sem assunto e novidades… já falei disso né? Pois é, sabiam que estão construindo uma nova avenida no fundo de casa?…

Por toda minha vida

In Roncatianas on Setembro 13, 2009 at 2:30 am

“As paixões humanas são misteriosas, e das crianças não são menos que as dos adultos.”Michael Ende.

A sociedade têm a mania horrível de ignorar os sentimentos infantis… Isso tem mudado muito na teoria, mas na prática o que ocorre é que a criança ainda é muito desprezada. Aquela velha história do bom Piaget mas o que vemos mesmo é o velho Pinochet.

Eu tive uma infância atípica. Assim como uma adolescência e claro na fase adulta. Isso porque tudo que você aprende na infância vai carregando pra vida inteira. E por mais que você tenta se livrar dessa carga pesada você não consegue nunca: humanamente falando.
Essa idéia de que a vida é feita em etapas é um grande erro. Ficamos naquela utopia de que ao pularmos da infância para a adolescência ou para a juventude ou para a maturidade, viveremos vidas diferentes (e melhores, claro)… um grande desastre porque isso não ocorre.

Não quero ser fatalista mas já sendo: acredito cada dia menos em mudanças.

Can’t stop now

In Roncatianas on Setembro 8, 2009 at 2:43 am

Aquele clichê de que a vida é feita de momentos é o maior de todos.
E eu tô num momento de querer largar tudo e sumir do mapa.
Nunca ter existido seria mais fácil.
Mas tudo tem um propósito.
Mesmo quando você está no limbo como eu…
Acho que o meu propósito é sentir dor. Penar mesmo.
Mas vou parar de reclamar porque senão piora.
As sagradas escrituras diz: em tudo dai graça.
Então, obrigado Deus por tudo.
Pela dor, pela solidão, por não ver muitas portas abertas…
Obrigado pela falta de fé.
Pelos dons que não exerço da maneira que gostaria.
Pelo atraso de vida que fui submetido.
E assim vou seguindo, dando graças.
E viva o Keane. :-)

Meditação

In Roncatianas on Agosto 26, 2009 at 4:50 pm

A pior coisa da vida é você depender de alguém. Eu sou extremamente dependente, pra tudo. Pareço um bebê de colo às vezes, principalmente quando o assunto é relacionamento.
Você fica naquela de esperar. Esperando a pessoa agir, tomar as rédeas da coisa, progredir… E aí, você se depara com outro bebê e percebe que por um longo tempo vai ficar tudo do mesmo jeito: o jeito que não deve ser.
Aí involuntariamente vc começa a agir… Miudamente, diga-se de passagem. Por uns pinguinhos nos is daqui e acolá, traz um objeto pra perto, que tava longe. Ou seja, aquele jogo do puxa-e-empurra. O famoso jogo da paciência.
Nessas horas dá uma vontade imensa de romper, dar piti, de jogar tudo fora, de pular todas as etapas chatas.
Mas a lição que eu aprendi hoje é que para se chegar lá é preciso ter base. E para se ter base é preciso fazer todo o procedimento necessário.
Começar do zero. Ou no meu caso do – 5.
É isso então amores: no pain no gain.

Grace

In Roncatianas on Agosto 22, 2009 at 7:58 pm

Falar o que? Não é necessário mais. Nem ver, nem ouvir, nem pensar. Agora é preciso sentir, agir pelo instinto e fazer o destino acontecer. Não é preciso mais planejamentos porque tudo tem seu fim. E este não está longe, está perto, cada dia mais perto. Não é preciso discutir o indiscutível e nem se expor mais com comentários desnessários. Essa estrada já se findou não está vendo? Como tudo na vida findou-se. Só que no final da linha tem uma outra. Mas é preciso caminhar mais um pouco. Uma longa despedida e mais franqueza. Sim entrar lá não é fácil assim, mas há de se ter um sol quente, uma brisa suave e muito verde. Água abundante e muita alegria de viver também. Boa noite e até lá, na famosa terra prometida.

Assinado eu

In Roncatianas on Agosto 16, 2009 at 3:49 pm

Cansei da mesmas mentiras. Os mesmos medos. As mesmas caras e indiretas. Cansei de pilotar o barco, de tentar ir só mesmo estando junto. Sim, assim é pior. Está com alguém e não estar com ninguém. Cansei dessa vida brejeira. Da falta de motivação. Da emancipação tardia. Não é murmuração, por favor entenda. Apenas que a hipocrisia fede, o perdão não é liberado tão facilmente e a gente pensa demais e vive demenos. E tudo isso me cansa. Cansa muito

Everybody’s Changing

In Roncatianas on Agosto 8, 2009 at 1:29 am

Dia dos pais chegando de novo e sempre me foi incucado que essas datas são meramente comerciais e irrelevantes. Claro; mas todo mundo sabe que o dinheiro é algo bom e presentear e receber estes pacotinhos, mais que especial.

Tava pensando seriamente em não presentear meu pai esse ano. Tantos ressentimentos, intrigas, estranhezas. Mas Deus me mostrou que devemos mesmo é suportar uns aos outros. Mesmo que esse outro seja seu pai, porque não?

Então, é isso. Presenteie vossos pais. Podem ser pirracentos, chantagistas e até valorizarem os de fora mais do que os de dentro. Enfim, cada um dá o que tem (ou o que recebe, né?).

Por isso comprei um presente para mim e um para o dia dos pais. E confesso que o meu foi mais extravagante. Mas não me crucifiquem. Fui vítima de um devaneio no país das maravilhas. Amo o meu pai e o presente dele foi digníssimo.

O Pai sabe todas as coisas.

Autorretrato # 3

In Roncatianas on Agosto 4, 2009 at 11:55 am

Meu nome também é Esperança. Viro páginas e páginas atrás daquilo que pode vir a ser e sempre acho. Mudo, refaço, esforço e pela graça de Deus vivo me reencontrando. Espero lutar e chegar lá pois tenho algumas promessas para se cumprir na minha vida. E acredito fielmente, mesmo que seja preciso percorrer um longo e árduo caminho. Pela fé vejo um novo dia. Uma risada gostosa. Uma sopa com pão e todos na mesa saboreando a alegria de dividir.

Sem fantasia

In Roncatianas on Agosto 2, 2009 at 7:34 pm

Ando meio poético

Meio desencontrado

Meio lá e meio cá

Pareço minha casa: bagunçada.

Livros para ler

Contas para pagar

Eletros para consertar

Ando com preguiça de arrumar

De telefone ligar

De aprender chinês

Pegar avião e amar

Ando conformado
(no melhor sentido da palavra)

Quero a vida sempre assim: seca

O que é meu por direito e herança

Quero tudo

E nada

Amo o nada.

O nada faz me bem.

Primeiro Semestre de 2009

In Roncatianas on Julho 27, 2009 at 6:12 pm

Julho acabando e acho que cabe aqui algumas considerações. Já! Esse semestre foi muito difícil, pesado. Poderia dizer que eu quase não aguentava mais. Estava como puxando uma carreta pela boca em plena ladeira. Foi eu e Deus que foi tudo e só tudo pra mim. Quem teve a experiência trágica de perder um ente da família sabe o que eu tô falando. Quem perdeu dois entes então deve saber mais ainda. É simplesmente a coisa mais triste. Dói e arde.

Só que não foi só isso que me aconteceu. Não tive tempo para o luto porque veio tantas lutas ao mesmo tempo. Foram cirurgias, dívidas, taquicardia, pânicos, medo de ter um problema maior que poderia aguentar, horas a fio na internet (fuga). Enfim, um emaranhado de desgraças.

Mas o melhor é que apesar de toda essa tristeza, algo me consolava. Uma mão amiga, uma ajuda dali, filantropismo e conselhos, olhares e até porque não dizer, um amor bandido. Sem falar de que no alto do meu desespero Deus me fez olhar para Davi e não para Jó. Isso foi fundamental para ter coragem de lutar. De vencer o meu gigante. De fazer meios, mesmo não-convencionais, afim de conseguir um respiro, um alívio, uma paz…

I’m a Pilgrim

In Roncatianas on Julho 18, 2009 at 5:46 pm

Eu sou ficcionado por velharias. Mesmo. Hoje ficou tudo muito descartável. Vivemos no tempo dionisíaco. A busca desenfreada pelo poder e pelo narcisismo. Por isso mesmo, eu tenho essa sina de buscar o valor das coisas antigas. Quando surgiu a oportunidade mandei arrumar a máquina de escrever, derrubadinha lá no Galpão.

Uma Olivetti manual, do tempo do ronca. E estou escrevendo esse post nela. E estou penando porque é muuuuuuuuuuito mais difícil: alinhar, ver as palavras, tudo. Mas o melhor é o barulhinho anunciando pela casa alguém está fazendo alguma coisa. Sabe-se lá, mas dá para ouvir. E esse acompanhar é o maior legado de antigamente. Não havia tanta individualidade e as pessas conversavam porque era tudo mais difícil fazer na calada.

Por isso minha próxima aquisição será um vinyl player. Está decidido. Apesar de preferir sem sombra de dúvida o laptop e o ipod, precisamos resgatar a tal da comunhão.

All right?

Everybody Hurts

In Roncatianas on Julho 18, 2009 at 5:36 pm

Algumas vezes a sensação é de que estamos tão sós e desprotegidos que uma dor muito grande ataca o coração e pensamos que não resistiremos. E não é que continuamos?

O ser humano é assim mesmo, muito adaptável. Somos na verdade muito insignificantes em relação ao mundo e se atacarmos de seres racionais não iremos nem na esquina.

Esse seguir adiante está ligado a fé. Percorrer nosso destino. Acreditar em dias melhores. Luz no fim do túnel e alegrias na novidade de vida.

Acreditar é algo inerente a todos nós: gentios e judeus. E por isso acreditamos mesmo quando tudo diz que não.

Acreditamos na cura sobrenatural, na liberdade de expressão, no ciclo da vida, na redenção dos pequenos atos.

Precisamos sim acreditar na nossa missão. Mesmo quando tudo está mais pra lá do que pra cá….

***

Então, quando tudo fica cinza

E a vida perde seu colorido máximo.

Algumas vezes a gente acorda cabisbaixo

Doente de falta de amor, esperança e futuro.

Algumas vezes dói.

Outras vezes devasta.

Que se conseguirmos chorar por fora

Até que estamos indo bem

Por isso quando a depressão bate a porta

Não atenda total… Parcial, sim.

Mas acima de tudo creia como um tolo.

Ria como um mendigo doido.

O importante além de tudo

Sempre será o Amor.

Andar com fé eu vou # 2

In Roncatianas on Julho 18, 2009 at 5:24 pm

“Fé é mais do que Emoção

Mais do que Razão

Muito Mais do que Palavras

A Fé em nossos Corações

Nos faz mergulhar no Sobrenatural de Deus

É Crer no Impossível.

Sentir-se um Vencedor.

E ter em Deus consolo

A paz do seu Amor “

Os versinhos acima se trata de uma composição minha. Na verdade minha e de um amigo, quando éramos adolescentes e eu tinha acabado de ganhar um teclado e ele um violão mega profissa.

Ainda não sabia muito das coisas de adulto como hoje. Tinha uma visão romanceada do futuro e acreditava piamente que todos os meus problemas seriam solucionados, independente.

Bom, os anos se passaram e eu fui andando meio torto até que hoje aos 25 percebo que apesar das mil dificuldades que eu tenho enfrentadado – quem me conhece sabe – apesar de tudo, a minha fé não morreu.

Eu acho que no balanço geral então saio no lucro. Pois se tivesse a perdido aí sim estaria num desespero tão maior que seria impossível até escrever.

E para vocês believers, keep believing. Vale a pena…

A verdadeira religião # 2

In Citações, Roncatianas on Julho 14, 2009 at 12:24 pm

“Eu pedi ajuda do Senhor e Ele me respondeu” Salmo 34.4

Os últimos dias foram na total dependência de Deus. Eu só sei que quando a gente pedi com muita fé a gente recebe. E isso independe de religiosidade. É algo que só o nosso ser em consonância com o de Deus pode saber.

Foram tantas as respostas para o meu desespero que eu depois de muito relutar, aceitei que Deus tem o melhor pra mim. Pra que pensar só desgraças? Deus é bom e eu quero fazer a sua vontade apesar de não ser o modelo mais digno de pessoa.

E daí? Davi também não era. E é por isso que eu comprei a sua biografia e já vou ler.

Obrigado, Deus meu! Não me abandonaste.

Take a Bow (Say Goodbye)

In Roncatianas on Junho 26, 2009 at 12:58 pm

Ontem fui dormir com o hit Say Goodbye da Madonna na cabeça e hoje acordo com a notícia que o Michael Jackson dependurou as chuteiras . Como tudo na vida faz sentido… Se você ligar esse ponto nesse, vai ver que depois que acontece foi melhor assim, porque era pra ser. E nessa teoria de que no final tudo vai dar certo eu vou apostando as minhas fichas.

Apesar do cenário apocaliptico que estamos vivendo: da gripe suína, traições, etc etc etc; tem hora que melhor é desligar de todos os acontecimentos e focar no que é importante: a vida pura e simples. O engraçado é ver a imprensa: blogs, G1s da vida, que antes falavam mal do astro-cantor, o criticavam e até declaravam culpado, agora o transformam numa espécie de santo.

Por isso a minha missão é andar menos conectado possível. Depois que roubaram meu celular então até sarei das minhas doenças fictícias. Hasta la pista, Michael, Madonna, Sensacionalistas.

Ilusão

In Roncatianas on Junho 16, 2009 at 1:03 pm

Realidade cansa!

E ultimamente tenho vivido de forma demasiada esta.

E a gente que tinha um pouquinho de fé no Brasil…

Quando se vê outra vitima de violência parece que o de areia desmorona de vez.

Mas ainda assim realizo e acredito!

Tem que valer a pena lutar por esse país.

Não culpo a malandragem 100%.

Só falo que:

“I dreamed the dream”

Mas tive que acordar subitamente.

Libera nos Domine

In Roncatianas on Junho 2, 2009 at 3:40 am

Quem visita de vez em quando meu blog tá percebendo de uns tempos pra cá uma áurea, digamos, celestial tem invadido os últimos posts. Bitolação, subterfúgios, convivências ou desesperanças, sabe-se-lá. O fato é que para às vezes continuar a viver o dia-a-dia normal, a gente tem que ser humilde (1) reconhecer que há mais coisas entre o céu e a terra (2) e secar as lágrimas (3).

Desculpa, se você não acha isso, eu acho. Por isso a redundância na tal da fé. Não, estou longe de ser um santo. Aprontei também e reconheço que tenho medo de algumas consequências. Mas como já disse, tenho vencido esse tal de medo e dando um jeito de romper o meu eu-noiado e psicopático. Afinal, somos produtos do meio e o meu foi um pouco menos suave que de outrem. – Fato.

Sucessos? Poucos e bons. Indo devagar, derrapando, algumas prezepadas e olha já estamos em Junho! Vivendo hiperconectado e às vezes dá uma vontade de largar tudo e ir pra roça cuidar de bois, pescar e plantar comida orgânica. Sério! Eu que amo megalópoles descubri que a paz está no campo. Cedo demais? Fazer o que, sempre fui precoce mesmo. Só não espalha, tá?

Zombie

In Roncatianas on Junho 2, 2009 at 3:25 am

Acordei com o meu celular pitando que havia chegado e-mail novo e um toc toc na porta me lembrando de uma das obrigações do novo dia e do novo mês. No celular, a manchete do NYT anunciando o desaparecimento do Air France: Brazil – Paris. – Puta Merda! Outro?

Voar é um caos pra mim. Eu entro em estado de pânico mesmo! Uma impotência tão grande que nem diazepans andam funcionando mais. Não consigo ler, raramente comer (a não ser em cias agradáveis) e vou de caboarrabo mentalizando coisas positivas e em estado de interseção permanente espiritual.

Não, não sou daquelas pessoas que vivem com uma maleta pronta para embarcar e ao exterior só fui uma vez. Não tenho passagens compradas e muito menos passei por algum tipo de turbulência traumatizante. Apenas adquiri o medo por osmose. No Brasil então, que quase nada funciona dignamente (generalização que amo) a tensão só aumenta.

Enfim, não estou aqui na posição de egoista vendo o meu umbigo em relação a real tragédia anunciada de manhã. O meu medo é ilógico, descabeciado, mas também real. Odeio ele e por isso sempre enfrento o que tiver que for, me encher de coragem e não deixar me abater pelas adversidades da vida.

Afinal, a real viagem faremos todos. Ainda bem.

A verdadeira religião

In Citações, Roncatianas on Maio 18, 2009 at 1:55 pm

a verdadeira religiãoem tempos de intolerâncias e complicações, as pessoas ditas religiosas deveriam agir mais e se preocupar menos com dogmas.

por isso acredito que muitos não religiosos são os verdadeiros mensageiros da verdade.

salvas exceções, graças a Deus.

Lovers in Japan

In Roncatianas on Maio 18, 2009 at 2:40 am

De repente tudo fica tão sem sentido. Todos os livros, gráficos, planos. Todas as idealizações se vão como areias levadas pelo vento na praia. O esforço, o sufoco danado pode simplesmente sumir do mapa; e daí? Ninguém lembrará mais de nada, não ficará herança, nem herdeiros, nem amigos. Dá uma dor no peito só de pensar que foi tudo em vão. E por isso vem a fé. Aquela chama acende no coração, aquela resposta lá no íntimo de que vale a pena não andar cabisbaixo, derrotado, deprimido. Que virá um furacão e consertará tudo. Que os amantes viverão seus amores sem restrições e proibições. Que a alegria reinará pois tudo não passou de um pesadelo. E as emoções sentidas serão demonstradas na íntegra. Bittersweet.

moooooooooooooooooooooooooooooon river “finale”

In Citações, Roncatianas on Maio 15, 2009 at 1:52 am

 ”Okay, life’s a fact, people do fall in love, people do belong to each other, because that’s the only chance anybody’s got for real happiness.” You call yourself a free spirit, a “wild thing”, and you’re terrified somebody’s gonna stick you in a cage. Well baby, you’re already in that cage. You built it yourself. And it’s not bounded in the west by Tulip, Texas, or in the east by Somali-land. It’s wherever you go. Because no matter where you run, you just end up running into yourself.” 

Muitas vezes penso em você. Das suas utopias que me fazem rir e querer fugir. De um mundinho enfadonho que a gente cria para se proteger, mas só atrapalha. Aí vem aquela esperancinha. Meio a tabela, meio sinucada. Mesmo assim, tira um pouco desse sem sentido incompleto, desse certo-meio-errado-adequado. Um oasis no caos. Uma palavra, seria: reciprocidade. E que a esperancinha talvez vire uma esperança, enfim.

Enquanto isso

In Roncatianas on Maio 2, 2009 at 1:11 am

Eu tenho vontade de escrever um livro. Não um romance, mas uma saga. Contando detalhes de tudo o que eu tive que comer e beber durante esses meus 25 anos de vida. E digo, não foram só comidas doces e triviais não. Apesar de me considerar um verdadeiro milagre e de ter sempre 1001 motivos pra agradecer, tenho que admitir também que suei pra chegar até aqui, que considero o outro lado do rio. 

Voltando pra história do livro, achei até uma cafeteria aprazível. Fica bem localizada e é onde eu até posso entre um expediente e outro me deleitar naquilo que eu chamaria de “sonho” e jogar no meu laptop todas as minhas referências e  vivências. Entretanto, não me acho ainda gabaritado pra fazer isso. Acho os meus traumas recentes e que fuçar na ferida exposta não a cura.

Por enquanto em termos literários, vou assim. Com uma carreira de redator publicitária interrompida, como um blogueiro conformado e um escritor de sagas por vir, quando crescer. Ou então eu só fico como blogueiro conformado mesmo, que nas minhas condições tá passando de bom!

mooooooooooooooooooooooooooon river

In Roncatianas on Abril 18, 2009 at 6:00 pm

às vezes a vontade é de sumir do mapa. não morrer. mas viver uma vida diferente. longe de todas as lembranças ruins e das cicatrizes que ficou.

tem hora que dá vontade de fazer uma plástica. mudar toda a estrutura óssea, colocar um piercing e deixar um cavanhaque.

pegar um violão, cantar por ai nas praças e nos metrôs. tem hora que da vontade de tomar um café preto em frente a uma tiffanys qualquer.

um dia deixaremos esse planeta. mas tem hora que precisamos deixar o nosso.

por sobrevivência.

amazing grace

In Roncatianas on Abril 15, 2009 at 4:00 pm

querido Deus

eu quero te agradecer infinitamente por tudo de bom que o Senhor me proporciona

por ter saúde,

inteligência

 

por ter intimidades com o Senhor, conquistadas

e que muitas vezes quando me sinto injustiçado o Senhor vem e me mostra 

que esteve me abençoando constantemente

e assim será

 

me livrou de muitas dores 

te agradeço pelos dons e por poder respirar e cantar

quando muitos estão perecendo

ou jogando a vida fora

 

agradeço muito e quero te dizer que sou muito feliz

que vou me esforçar mais para fazer outras pessoas também

te peço que continue abençoando

não somente a mim

mas a todos os seres desta terra.

 

forever and ever.

Hey, Hey, Hey, Guilherme é Rei!

In Roncatianas on Abril 14, 2009 at 12:33 am

Zenti, nos últimos tempos a única coisa que tá me fazendo bem é ver o Guilherme-loser-do-aprendiz-6!

Identificações à parte? Ok, aceito!

Agora fica uma certeza, o programa mal começou e já perdi o tesão de continuar… Porque as pessoas de negócios às vezes são tão burras?

Justus, contrata ele de volta!

escape

In Roncatianas on Abril 11, 2009 at 12:18 pm

se fosse para te dar um conselho seria assim: por favor não perca essa doçura ao falar. não deixe desligado o seu celular nem por um minuto.e quando tiver difícil de respirar lembre-se de que temos nossos lindos anos pela frente, de uma praia com muito sol, um luar maravilhoso e de muitos shows ainda para ver.

cantar como aquele gordinho do “aprendiz universitário”, que não tá nem aí em ganhar dinheiro porque sabe que o maior presente é ser feliz hoje. vamos lá, deixa de stress e de se preocupar com as dívidas ou do nosso saldo bancário.

ah, quer saber, tem hora mesmo que a gente tem que falar um palavrão pra ser feliz, responder na altura, se lixar enquanto uma cachorrada luta por um osso seco. ;P

so close

In Roncatianas on Abril 8, 2009 at 1:33 pm

sentir o seu perfume neutro, o seu cabelo escovado e o seu carinho foi fundamental

queria ter eu a coragem agora de ir ao seu encontro e me declarar

mas o platonismo me pegou e eu sinceramente não sei viver mais sem ele

a realidade é cruel

o amor platônico, uma dádiva

que às vezes cansa, é verdade

e surta também.

mas tenho uma montanha de nãos e porquês

por isso o tempo encarregará

apesar de tudo, e de nada

valeu a pena

o platonismo, a aproximação tímida

o sorriso e a cara feia

o adeus e o quem é que sabe o que?

learn to be lonely

In Roncatianas on Abril 8, 2009 at 1:25 pm

é uma crueldade, mas extremamente necessário.

ser só, aprender a estar só.

a gente nasce só.

a gente morre só.

mas a gente não quer ficar por 1 min com a sensação de que estamos só.

e na verdade estamos.

apesar das amizades, da família, do abraço e do beijo, dos filhos, do cachorro e de toda uma equipe médica. 

ser só é aprender a viver plenamente. amadurecer, deixar de lado os olhares acusadores e fazer o que você veio aqui nessa terra fazer, seja lá o que for.

é isso!

ser só não quer dizer comprar um apartamento no 27º andar, viver como um ermitão, morrer e seu corpo ficar fedendo por 5 dias até ser encontrado, pelo mal-cheiro. 

ser só e aprender a ser só é a lição número 1 que todos deveriam aprender, mas que ninguém quer ensinar.

ou acreditar.

bola de meia, bola de gude

In Roncatianas on Abril 2, 2009 at 3:06 pm

toda vez que me passa pela cabeça que alguma coisa não tão legal está para acontecer, eu chamo o meu menino. aí eu percebo que as verdadeiras bruxas e fantasmas são o nosso medo e que se não lutarmos ele nos toma por completo.

fundamental é mesmo não deixar nossa criança interior morrer. conservar sempre a inocência diante do terror, amizade diante das cobranças, amanhã melhores diante da dúvida.

sabemos que as nuvens negras passam e que o amor vence tudo. 

é nessa onda que eu quero surfar. e sempre.

new york i love you, but you bringing me down

In Roncatianas on Março 30, 2009 at 2:24 am

hoje me deu uma saudade de nova york. queria estar lá neste momento. curtindo aquela loucura novamente. pegar um cab de madrugada e ir a um de seus restaurantes, com suas comidas caras e não tão boa assim. 

queria colocar aquela roupa pesada e sair no frio. de cachecol, luvas, toca e tudo o que tenho direito para ficar elegante e combinar com aquele lixo todo. ir a um de seus museus, broadway, times sq, astoria… comprar um jornal na maquininha de calçada. ir na virgin e ficar ali vagando no meio de tanta coisa legal.

tanta gente estranha, alegre, provocante. escrever numa starbucks, curtir um show no central park, ou então ir para a grand central e comprar tickets pra outra cidade qualquer. sem medo de violencia, de olhares acusadores, de não ter que projetar um futuro.

deu vontade!

Les jours tristes

In Roncatianas on Março 23, 2009 at 8:42 pm

Pensei em falar tantas coisas. Conotativas e denotativas. Do tempo que não tivemos e nunca teremos para assimilar. A roda viva que nunca para. De como andei redundante por muito tempo. Dos meus milagres ordinários. Dos dias frios de Sampa e de muito calor humano que acalentou meu coração. Da nova etapa e de uma força enorme de fazer tudo terminar bem no final. E creio. Por enquanto ando mais agradecido do que qualquer coisa. Mesmo tendo medo. Mesmo com tanta problemática. Mesmo com um jeito mambembe de ser. Tô agradecido e com muito esperança.

Today I sing the Blues

In Roncatianas on Fevereiro 23, 2009 at 3:26 am

Hoje eu tava pensando na vida. Minha mãe completando anos. A casa mais calada do que o normal. Outro feriado de carnaval sem sentido. Outra vez a vontade de jogar pro alto e partir pra outra. Ou outro destino. Viver a vida selvagem, sei lá.

O meu problema é que eu tenho muita preguiça. Eu sou sonso confesso. Só de pensar na mudança (e não que eu faço pouco caso dela, até me dou bem psicologicamente) mas o meu corpo padece. Ele pede calma. Pede pra continuar tudo do mesmo jeito. Ou seja: procrastino.

Deixo tudo de lado. Faço listas, mas sempre pulo as partes dificeis. Sempre foi assim. Lembro que chegava numa partitura – justamente onde precisava dedicar a atenção redobrada, eu voltava pro inicio fácil e já assimilado e ia tocar feliz. Mas não tem jeito, é preciso resolver o problema pra avançar.

É preciso parar e dedicar ao problema. Senão, que graça teria? Easy come easy goes. E por isso ando pensando seriamente em me filiar a uma ONG ou abrir a minha própria.

O que vale mesmo nessa vida?

Criminal

In Citações, Roncatianas on Fevereiro 14, 2009 at 7:40 pm

Primeiro, o poema:

 

Cidadezinha Qualquer

Casas entre bananeiras

mulheres entre laranjeiras

pomar amor cantar.


Um homem vai devagar

Um cachorro vai devagar.

Um burro vai devagar.

Devagar… as janelas olham

Eta vida besta, meu Deus.
   

Depois, a prosa:

Tudo virou um festival de semnoçãozisse.  Uma disputa pra ver quem chega na frente. Pra ver quem é o melhor em que, a cópia da cópia, a imperfeição perfeita, a vida de aparências. O tipo do modelo imposto da sociedade. Não se pensa mais, não se conversa mais, não se importa mais. Zumbis? Sim,  a melhor definição. Infelizmente nos tornamos. Infelizmente tende a piorar.

 

Por fim a música:

Vivendo no ultimato (like a criminal). E salve-se se puder.

High and dry

In Roncatianas on Janeiro 22, 2009 at 2:01 pm

Ao perceber que estava cercada toda de preto não teve dúvidas. Estava sim de luto. Custou cair em si, mas estava agora mergulhada na sua tristeza mais profunda: a perda.

O colchão preto, a manta, o sofá, o computador, as roupas, os móveis, o tapete na sala, a tv nova, o blog, o carro, o cachorro, o piano, o violão, os sapatos e as malas de mão. Tudo era preto, negro, obscuro. Não havia mais luminosidade, esperança, leveza. Tudo era muito denso, pesado, sabrecarregado, mortal.

Pela primeira vez percebeu seu estado depressivo. Pela primeira vez se viu incapaz de sair dele. Viveria assim para sempre? Chorou por dentro. Estava tão desgastada daquela situação de tentar se superar para no fim não dar em nada. Perdeu a fé, nos outros, na vida, em si mesma e até em Deus. Se sentia uma estrela solitária, brilhando uma luzinha fraca no meio do inifinito.

De repente sonhou com ele. Logo ele, que segundo ela foi o culpado de trazer tanto desespero lá da sua terra maldita. Ele acabara de comprar quadros, móveis, sei lá. Algum pacote branco bem grande que carregava entre os braços. Usava uma camiseta da ecko azul-marinho, uma D&G jenas - que marcava suas belas pernas, um nike-air branco, um cartier prata e um colar de metal da levis.  Sim, ela conseguiu detectar tudo isso em um flash de segundo.

Ela estava perdida na sua própria cidade. Num setor que conhecia muito bem. Estava perdida entre prédios familiares, entre parques de frequentes caminhadas. Estava perdida e não conseguia achar uma lojinha de molduras de quadros. Se viram, mas pela primeira vez sua reação não foi de medo e nem de fuga. Sorriu, se cumprimentaram, trocaram algumas palavrinhas e pediu a informação urgente.

Por incrível que pareça ou ironia do destino era justamente a que ele tinha acabado de sair, e informou pra ela seguir a direita. Se despediram. Foram em direção opostas, como sempre. Achou a tal da lojinha, pena que não dava pra colocar seus desenhos na moldura como queria.  Rodou, rodou e viu que não adiantou nada. Porque no fim quem dita as regras é mesmo a vida e se arrependeu por ter ficado perdida e andando pra lá e pra cá em vão.

Por isso voltou a sua rotina mediocre. De ficar horas inoperante. De não lutar pelo vão. Era tão sinistro ver pessoas na mesma situação fazendo um esforço tremendo por algo que simplesmente não ia acabar dando resultado nenhum no final. Voltou para o seu colchão, manta, sofá, carro, cachorro, tapete, amante, tudo preto, tudo negro, tudo pesado, tudo vazio.

E decidiu só trocar sua cor pela vermelha. Talvez quando morresse.

I believe in miracles.

In Roncatianas on Janeiro 16, 2009 at 9:51 pm

Esse ano de 2009 promete muita água pra rolar debaixo da ponte. O ano mal começou e feitos históricos tem me surpreendido. Me deixado boqueaberto e até mais crente do que nunca.

Ontem, vendo o avião pousar em pleno rio Hudson – quem conhece NY sabe que isso foi um milagre mesmo!!! Não há outra palavra. Um homem phd em segurança aérea, a ilha de manhattan é coberta de arranha-céus, enfestada de helicópteros e muito mas muito aviões, embarcações, etc… gente, não tem outra explicação, foi a mão de Deus e ponto.

E ainda ontem depois de levar um soco no estômago e de finalmente ter vivido plenamente o “let it be ”  acho que muitas coisas surreais, sobrenaturais e miraculosas estão por vir. 

 

Se preparem pois sinais virão e quem viver verá.

O segundo semestre

In Roncatianas on Janeiro 9, 2009 at 2:57 am

Bom, esse foi mais tranquilo de todos. Depois da viagem fiquei com a síndrome do Diego Mainardi. Primeiro demos de cara com um cara que nos ficou de levar pro hotel de van em 10 min e gastou mais de 2 hrs. Bem, isso é o Brasil, o mundo de jeitinhos.

Depois fomos para um hotel em Guarulhos – tipo 4 estrelas (de)cadentes. E para piorar a situação era do lado de uma faculdade. Já era 00hrs e estava lotada de emos na porta gritando. Mas nada que um lexotan não resolva. Pedimos para trocar de quarto e no outro dia para o lugar no qual pertenço irremediavelmente…

Em Goiânia, claro, matei a saudade do meu povo. Abraços, presentes, fotos e muita mas muita história pra contar. Comparações inevitáveis e o complexo de vira-latas crescendo. Junto com ele ainda tinha algumas aulas pra frequentar. Mas nessa hora, meu amigo, eu já tinha desistido da faculdade à tempos. Porém, fui levando até o último golpe de misericórdia e ter a coragem e a certeza para abandonar o curso. Parar é sempre difícil, muito. Mas prioridades gritam e fazer o quê?

Este ffoi um semestre mais sussa. De dormir melhor, comer melhor, malhar, caminhar e sair para jantar. Vesti a camisa da herança e estou sobrevivendo. Foi um período tipo meio-férias, de parar tudo, re-pensar, desistir, persistir. Bom, a gente pelo menos tenta. Depois de uma certa crise tô certo de que fiz o melhor que pude.

Regrettes, rien.

2008 num post de segundo – parte 1

In Roncatianas on Janeiro 6, 2009 at 3:12 pm

O ano começou naquela maravilha de todo começo: cheio de coisas novas pra fazer. Faculdade nova, novo emprego, um MBA pra terminar e aquela parte chata de vida de adulto: viver com o suor do teu rosto.

O primeiro semestre, esse foi bem matemático, digamos. Tipo, dormir 2 da manhã, acordar 7, almoçar 10 ou 16, bater o ponto 12 em pto e atingir a meta x, y e z. Sempre com aquele sorriso no rosto pra não perder a mania de playmobil e claro agradar os clientes. 

No meio disso tudo ainda tinha que ler calhamaços, tcc da pós, tocar e cantar tenor, aguentar diretas e caras nada felizes por não conseguir dar conta do recado, ou melhor, lucro.

O que me sustentou foi a minha viagem planejada desde 2006, quando resolvi não fazer nenhuma formatura e ir viajar. Passaportes, vistos, muita discussão entre hospedagem, traumas de avião e o paitrocínio. Tanto insisti que mereci e assim fui para Nova York.

Deslumbrei mesmo. Achava tudo lindo, tirava foto de carros, calçadas e de velha de calcinha tocando violão na Times Square. Ri horrores e fiz a linha blasé na hora da pegada. Pensei: – Aguentei coisa muito pior e nada vai estragar os meus 15 dias de liberdade na cidade da própria. 

Quase fui pro Canadá, mas preferi gastar em NY, que nunca é demais. De quebra, fomos pra Washington, aguentamos um povo mal educado. Mas tirando isso, foi lindo e deu pra conhecer até mais do que queria. Voltamos pra cidade que nunca dorme e nunca para de comprar e esbaldamos em tanta coisa barata e de grife. 

Mas já tava com saudade de casa, de comer um bom churrasco no final de semana, sol a pino e da vida macunaímica. Embarcamos de volta pra Sampa. A primeira coisa parada na lanchonete: 1 cochinha, 1 quibe e 1 guaraná antartica, hummm… e ainda por cima, dava tempo de conferir minhas moedinhas de troco, coisa que é impossível fazer lá. 

 

Continua…

Since U Been Gone.

In Roncatianas on Dezembro 7, 2008 at 1:12 pm

Estava sofrendo que nem um cachorro naquela manhã. Por que mais uma vez não teve coragem de saltar do trapézio? Estava tudo ali armado. Tá bom que a chance de espatifar no chão era bem maior do que alcançar o outro e voar… Mas mesmo assim seria melhor. Seria melhor do que esse sentimento de medo que estava sentindo. Medo do abandono e da rejeição. Medo da expressão da verdade nua e crua.

O problema é que ontem tinha sido um dia de revelações. Mais do que podia falar. Desencravou traumas antigos, atuais e planos sentimentais que estavam dando certo, aos poucos. Afinal, também era a favor da mentira branca (ou do humor) como forma de apaziguação. Teve seu momento nu diante dos homens e como troca recebeu olhos e bocas abertas!

Chegou mais perto, quase lá. Sentiu aquele cheiro que o fez quase subir nas paredes. Só aquele olhar quebrava suas pernas e as deixava bamba e um estado febril. Mas aquele sentimento de sobrevivência, ou medo, mais uma vez venceu. Medo do abandono e da rejeição. E agora estava sofrendo que nem um cachorro naquela manhã.

Love is a loosing game.

In Roncatianas on Dezembro 7, 2008 at 12:36 am

O que eu gostava era a sua alegria de viver. Ela vestia vestidos estampados com a mini-jaqueta dins e ficava cantarolando “Fever” e outros clássicos dos anos 70 no meu ouvido. E era inspirador…

E como era perfumada. Um aroma ambulante. Tudo nela era de essência: as canetas, o cabelo, o andar. E como aquele conjunto era agradável. Meio menina-colegial e mulher fatal, sabe?

Falava coisas bobas, de como era lerda, desastrada e tal. De como andava fassinada pela Europa, na sua recente visita por Paris e achar tudo caro, de que não queria casar mas fazer mestrado e viajar o mundo.

Não tinha medo de expressar suas opiniões, mesmo absurdas. Porque o medo literalmente não fazia parte do seu vocabulário. Pelo contrário, gostava de se aventurar. Gostava de usar gírias próprias. Gostava de fazer a zen e falar espanhol como uma típica e brava Andaluziana.

Foram dias de paz. De total romance. De descobertas de comidas, passeios, viagens. Queria que fosse pra sempre.

Corazón Espinado.

In Roncatianas on Novembro 25, 2008 at 3:14 pm

Se a confusão fosse apenas profissional, ia lá. Mas a barra pesa por todos os lados. E aí me vem a idéia de publicar tudo. A vida multifacetada. Escuto essa canção do Maná e isso me reconforta um pouco mais, mesmo brevemente.

Mando e-mails e não me vem respostas. Aliás elas me chegam confusas e de um jeito que eu não queria: disfarçadas. Me faltam respostas claras. Poderia ser qualquer sim ou não. Porém definitivas e rápidas. E elas nunca chegam assim, e isso me corrói por dentro.

Pego o carro duro, vou para a academia. A insônia, também culpa das reflexões noturna e do vazio do dia, me atrapalham malhar e saio mais cedo que devia. Num mal humor que nem eu me aguento.

Pego o cachorro aperto seu fucinho frio e estico seu rabinho. Acho que tô ficando louco, ou meio animal de estimação. Falo palavras duras para pessoas queridas como hobby. Não queria, mas os últimos dias tem sido assim mesmo: hardcore.

Só espero para Dezembro um desencravar de emoções. E já que a cura vem pela palavra, vamos escrever, ou cantar:

“mi corazón aplastado  

dolido y abandonado 
a ver a ver tú sabes dime mi amor 
cuánto amor di que dolor nos quedó  
  
Ah ah ay corazón espinado (como duele me duele mamá) 
Ah ah ay como me duele el amor”.

By: Maná.

Take me Out.

In Roncatianas on Novembro 25, 2008 at 2:58 pm

Novembro está demorando demais para acabar, e isso tá me incomodando muito. Os últimos dias são lentos, quase parados. À  noite, conversamos bastante. Conversas interpessoais (graças a Deus) e alguns lamentos e pesares em pauta.

Falamos bastante nos dias duros vividos, solitários e de pouca ou quase nenhuma esperança. Porém entre essas mesmas conversas de repente surgem risadas escandalosas. É mina gente, ”ainda existe uma cara pra gente poder dar risada”.

Depois de ter abandonado a faculdade de música fico vendo meu futuro, que tá negro. Mais um abandono de curso ou percurso; e eu não gosto nadinha de deixar algo pela metade do caminho. Se ao menos eu tivesse alguma bandinha indie rock, podia fazer um tour pelo Brasil a fora. Ou eu poderia ocupar em escrever um livro infantil. Mas me falta aquele ingrediente fundamental para um artista: coragem. E paro.

Penso em entrar no Catho e investir na minha área já começada, mesmo aqui no sertão. Mas depois que vejo a miséria das propostas, saio fora logo. Graças a Deus não tô matando cachorro a grito, apesar de sim, devo não nego!

Penso em continuar no ramo da família mesmo. Só que eu penso demais e esse é o meu problema. Porque quem pensa questiona, e isso atrapalha e muito as relações unilaterias familiares. O que me impede de crescer e logo descrenço de novo…

Penso na vida acadêmica, só que me vem em mente aqueles professores nada legais, que não têm nenhuma ambição na vida a não ser pertubar o aluno – que temem com razão – virem a ser seus concorrentes. E penso nas universidades federais com seus concursos cartas marcadas. E penso no mestrado e acho o preço muito caro em relação a retorno de investimento a longo prazo.

Não, não penso só em dinheiro. Mas só fazer o que se gosta e não se sentir devidamente recompensado é inviável. Talvez o melhor a se fazer é prestar concurso público para o ensino médio, se conformar em ganhar pingado mas não faltado, conformar com a mediocridade já instaurada no maior país católico (e caótico) do mundo e coçar o saco…

Pequena Serenata Noturna

In Citações, Roncatianas on Novembro 17, 2008 at 1:03 am

Reflexões Pianísticas e afins…

Descubri a Mitsuco Uchida à pouco tempo nas minhas investigações pela internet, e virei fã de cara. Ela é uma das poucas pianistas que sabem tocar com alma, Mozart (e esse tem se tornado o meu compositor prime) por vários motivos.

Aliás, uma dica: se não assistiram ainda Amadeus, vejam! É muito bom, principalmente a atuação do ator principal.

Esse ano eu quase não toquei piano direito e isso me deixa um pouco frustrado. Como eu entro numa faculdade de música e tudo o que eu menos faço é tocar e o que mais faço é brigar com os Dinos da federal.

Mas talvez essa abstinência foi até boa pra realmente ver o que vale a pena investir de agora em diante. Eu que fiz escolhas não tão valorizadas profissionalmente…

Mas como dizem, tudo tem um porque nessa vida! E eu ando acreditando cada vez mais piamente na tal da predestinação. É só o que me resta mesmo.

A semana começou numa preguiça que nem Macunaíma sabe.

Dormidas na rede, música sertaneja no vizinho, coca cola e meios de comunicação em excesso. Depois da viagem de ontem e do show de estresse, o melhor foi mesmo esse spa doméstico nada saudável.

Agora só espero conseguir acordar para terminar o restante de aulas, ler os textos e os exercícios técnicos, voltar a academia regularmente, fazer as pazes, aprender jogar xadrez, ir no cinema, colocar as gravações da Sky Mais em dia…

Ah, e claro trabalhar que não faz mal a ninguém!

Como um bom daydreamer que sou, só me resta também esperar. Esperar a oportunidade da minha vida bater a porta, esperar meus livros chegarem pelo correio, esperar uma luz para decidir o que eu vou fazer a longo prazo, esperar paz e o amor…

Aproveitando a ocasião, vai aí uma lista dos meus pianistas favoritos:

1. Glenn Gloud

2. Vladimir Horowitz

3. Martha Argerich

4. Nelson Freire

5. Mitsuco Uchida

I try

In Roncatianas on Novembro 7, 2008 at 8:28 pm

Uma nova fase na minha vida está se estabelecendo. Prefiro mil vezes ficar horas comigo mesmo, me curtindo. Descobrindo coisas novas em mim do que sair por aí simplesmente para ter coisas, diplomas, cachorros, filhos e outras mil coisas que a vida moderna nos obriga a conquistar.

Ter é bom, mas existir é melhor ainda.

Fazer o que se gosta e ter atitude para gritar é tri-legal, como dizem os gaúchos…

Ganhar dinheiro, viajar, gastar, ler, ver filmes, ir a um show etc etc etc é ótimo.

Mas se curtir, ter um momento só seu e sem o precisar o fazer por fazer é melhor ainda.

E eu tô me aproveitando enquanto posso.

Ode ao iPod.

In Roncatianas on Novembro 4, 2008 at 11:56 pm

Está declarado. Não inventaram nada melhor nos últimos tempos do que um iPod. Ele simplesmente é incomparável, extremamente indispensável e muito mas muito útil! O iPod tem me salvado de cada uma nos últimos tempos que não há como negar: foi minha melhor aquisição pós EUA.

Da corrida da esteira (que me tira daquele papo bravo com o personal); e também me desvia de rádios FM que só me passam raiva, (principalmente Jovem Pan, cada dia mais insuportável com tanta piada de mal gosto e/ou promoções e propaganda de 1/1 min). Salva também de documentários da Geographic Chanel ou da WBTV (exceto Friends repetido) e Mulheres Apaixonadas…

Tá vendo, isso tudo na academia!

Fora nas filas de banco insuportáveis (você pode ouvir a Paula Morelenbaum com Thelecoteco). Nos intervalos das aulas que tudo que você vê ao redor são inimigos (gente não é por nada não, mas fazer amigos hoje tá difícil demais da conta, ou sou eu que tô muito exigente?!)

Enfim, para passear no shopping, andar de carro (como passageiro – bem claro), fingir que está lendo um livro ou jornal – e ficar com a mente viajando lá no Afega…

O iPod é a bolha social. Ele é perfeito. E eu não vivo mais sem.

Cantaloup Island

In Roncatianas on Outubro 31, 2008 at 10:24 pm

Você me ignorou, baby!

Again and again…

E isso não se faz; não

Nem com um cachorro.

Vc sumiu de vista!

Não quis a minha presença.

E isso me fez mal, cherie.

Muito mal.

Agora pra mim chega

Eu não vou ficar mais aqui

Semana após semana lamentando o seu amor frio e ingrato

Vc não me merece, não

E eu tenho amor para dar, vou sair por aí.

Não me venha depois com sorrisinhos de canto

Porque eu não vou notar…

Não vou mais dar notícias minhas e nem perguntar as suas.

Pois vc me desprezou

E eu fiquei esperando, esperando

Mas só recebi monossílabos, frieza e indiferença.

Agora pra mim chega, eu não vou ficar mais aqui

Semana após semana lamentando o seu amor frio e ingrato

Poia isso não se faz, não.

Nem com um cachorro!

Back to Black.

In Roncatianas on Outubro 24, 2008 at 4:12 am

Não, eu não uso drogas, nem as lícitas direito… Apenas, digamos, aquelas de conveniência: cafés, chocolates, músicas bregonejas, pilulas e afins. Entretanto não julgo nada e ninguém. Esse mundo é um caos mesmo e quem somos nós pra proibir alguém de alguma coisa. Acho que a melhor religião é a consciência. O céu é o limite ou o início.

Não, não tô aqui pra fazer politicagem e nem campanha pra salvar a Amy, ou algo parecido. Só pra falar que hoje fui nas Americanas e assustei. Não sei o porque, já que isso ocorre todos os anos ultimamente. Mas, minha capacidade de assombramento ainda existe, que bom.

Fato é, que já estamos no clima de Natal precoce (de novo) e as pessoas estão lá (de novo) se endividando, comprando joguinhos nada educativos pra criançada, presépios e uma porrada de enfeites para as árvores, Tentando adaptar o pinheiro do rigoroso invierno na nossa cultura tupiniquim. Essa paranóia toda e ainda é Outubro!

Admito, sou bastante influenciado por festas ritualísticas, ou drogas, como queiram. Acho sim que elas dão um certo marco de fim ou de começo de qualquer coisa – que segundo alguns, parece que essas épocas estão indo e vindo cada vez mais rápidas, sabe-se lá.

Mesmo assim, espanto. Talvez por saber que a gente gosta de ser iludido… Não tem outra explicação: estender alguma data, para quem sabe, dar aquele saudosismo besta antecipado e que só nos leva a GASTAR e GASTAR e GASTAR. E de brinde ganhamos um Natal que já era sem sentido, agora perdido no tempo do consumo chamado: until I die.

Só que, nessas horas que me sinto um crítico feroz, confesso que bate também aquela vontade de ser ignorante e ingênuamente feliz, como a massa. Me libertar e fazer parte dessa civilização-boi de maneira mais integrada. Até esnobe, diria.

De gastar meu cartão de forma alienante, de ver a neve cair no Chile, de assistir Snoopy especial de Natal com a criançada, de ver renas de papais noéis sobrevoando a lua, de ser quem a gente nunca vai ser. Só pra fazer um movimento junto com o povão!

É, minhas drogas alternativas tão fazendo pouco efeito.

Um blog para quê?

In Roncatianas on Outubro 22, 2008 at 10:19 pm

Às vezes eu me pergunto porque criar um?
Se fosse um diário de bordo ou alguma coisa útil ($) até que ia, né?

No fundo o blog é um espelho, que serve apenas pra quem escreve!
Ele serve para expressar um momento na vastidão da existência, é isso!
E ele serve para que alguns venham ler e se identificar, ou rir, ou copiar uma idéia, ou nada.

Taí, um blog (como o meu) serve para nada.

E é por isso que ele me faz tão bem.

Ele é tosco, cheio de textos sem significância e nenhuma útilidade pública. Sem fofocas, sem exatidões. Ele apenas bóia, como uma música descontextualizada…

É assim que eu gosto dele.

Sem pretensões de ser engraçado. De polemizar. De apelar para os recursos cybernéticos da atualidade. Sem links e sem análises psicológicas…
Ok, mas é tão bom ser enganado às vezes, né? :B

Mil Perdões.

In Roncatianas on Outubro 18, 2008 at 1:29 am

Não dá pra acreditar… O sequestro terminou de uma maneira tão trágica. Eu sabia que ia terminar mal, mas pelo menos torcia para que o pior ocorresse pro outro lado. E não como terminou.

O que temos que fazer a não ser lamentar por mais uma injustiça no mundo. Esse mundo anda de mal a pior e eu acho que ter filhos hoje em dia é um investimento de altíssimo risco.

Não que eu seja pessimista, é apenas uma questão de estatística.

Agora falando no meu mundo, continuo naquela coisa: parar ou ir até o fim? Mesmo sabendo que não irá ter o proveito esperado.

Quem sabe uma coisa magnifica aconteça? Quem sabe o inexplicável venha como um vento do Oriente?

Ando parecendo os campestres medievais, esperando algo da natureza, mesmo sabendo que o maior milagre de tudo é o ordinário. Que fazer uma pessoa mais feliz, mesmo que seja por um período breve, faz todo o sentido de continuar.

E nesse olhar vem a força, e com ela o querer de se superar e ir até as últimas fases.

Mesmo breve.

Quiçás, Quiçás, Quiçás.

In Roncatianas on Outubro 9, 2008 at 12:56 pm

Sabe aquelas confirmações mais cabulosas… Sim, eu pedi desesperadamente por uma, e não podia ser diferente, veio em forma de canção:

Estas perdiendo tiempo, pensando, pensando…

Foi assim, me vendo num eterno pensar e repensar, de teses, sinteses e antíteses, ou então, da minha reatividade e proatividade cabalística, misturada com madrugadas pertubadoras, manhãs deslocadas e muita, mas muita perdição, que eu resolvi não insistir no erro.

Juntando tudo isso com uma atitude de confiança, de ver que nunca estamos abandonados e que, nossas ações são como espelhos refletindo das mais variadas formas de locais e pessoas cheguei a conclusão já finalizada à tempos. Desistir.

Decidi aceitar o desafio, a não passar mais vontade, a não fugir da sina (subentende-se engolir os sapos da inveja) e continuar a dar prosseguimentos também. Porque não só de porra-louquice é feita a nossa vã filosofia de butiquim.

Nesse momento não me cabe ser objetivo e pontual, por isso aguardem. Como disse, tudo tem uma reação sistemática, o melhor nessas horas dúbias então é ponderar. Sempre.

Ev’ry time we say Goodbye.

In Roncatianas on Outubro 6, 2008 at 8:57 pm

E nada novo de novo. Foi o que ele leu no jornal desse domingo. E que bom que é assim. Não tava preparado para um inverno rigoroso, não naquela hora. Agradeceu repetidamente aos céus…

Preferiu então seguir sua rotina, pela rua suja e de pessoas estranhas. Sentiu uma vontade imensa de embarcar novamente e cruzar o Oceano. Para sua ilha paradisíaca e enclausurada. Mas conhecia sua rota, seguir sorrindo aos olhos de todos. Por isso respirou e num ímpeto de raiva começou a gritar interiormente: tudo é uma questão de aprendizado!

Pronto, passou. Conseguiu andar adiante. Mesmo sabendo que não iria demorar a vinda de outra mudança – ou a chegada do inverno. Pelo menos por um tempo a previsão era favorável. Ficou contente e em paz consigo mesmo.

Diariamente.

In Roncatianas on Outubro 5, 2008 at 5:35 pm

Lembro como se fosse hoje o dia que eu criei um blog. E o primeiro post foi baseado em cima dessa música – Diariamente da digníssima Marisa Monte. Foram em 3 partes e lembro que ficou bom. Outras coisas eu escrevo e sei que saem péssimas.

Tem fase que não vale a pena escrever nada, nem dizer, nem pensar!!! Tem fase que o melhor é esperar a poeira baixar e então se fazer valer.

Ontem tava assistindo a entrevista da Meg Ryan, justamente aquela constragedora que deu para o apresentador britânico Parkinson.

Ela disse uma frase simples mas que tem todo o sentido pra mim. “A vida parece nos escolher às vezes.” Respondeu isso depois de falar que desistiu do último semestre de jornalismo pra se dedicar a carreira de atriz. Pode parece clichê, mas parece que ao ouvir essa frase eu vi que a gente luta tanto por nada.

Que no fundo, não adianta ficar chateado pois o que tiver de ser será. O melhor então é confiar no destino e viver cada dia como se fosse o último.